Terapia Ocupacional na Folha
No começo de julho, a Folha de São Paulo fez uma reportagem muito legal sobre a Terapia Ocupacional.
A matéria saiu no caderno de vestibular do jornal, o Fovest. Para divulgar a profissão aos vestibulandos, eles entrevistaram alguns professores universitários e explicaram de um jeito bom o que é a Terapia Ocupacional.
O texto é bem simples, vale a pena dar uma conferida. Ele complementa a minha definição sobre como funciona essa profissão.
«http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u591673.shtml»
Desconhecida, terapia ocupacional cresce
07/07/2009
PATRÍCIA GOMES
da Folha de S.Paulo
Adriana Zucker, 21, levou um ano para perceber que veterinária não era o que ela queria. Mudou de curso e de faculdade e, agora que concluiu o primeiro semestre, não tem mais dúvidas: vai aproveitar um mercado em expansão para se tornar uma terapeuta ocupacional.
A terapia ocupacional -ou t.o.- é um campo na área de saúde que cuida “do fazer das pessoas”, segundo a professora Maria Auxiliadora Ferrari, coordenadora do curso do Centro Universitário São Camilo.
Ou seja, ajuda pacientes que, por algum motivo, não conseguem executar suas ações cotidianas a terem uma vida normal. Isso inclui desde funções mais simples, como torcer uma roupa, depois de uma tendinite, até outras mais complexas, como a recuperação de um dependente químico.
Unidades de saúde, consultórios particulares e consultoria a empresas são algumas das áreas em que esses profissionais podem trabalhar.
Apesar de ainda ser uma graduação desconhecida, a terapia ocupacional é regulamentada desde o fim dos anos 1960 e, principalmente da última década para cá, o campo de trabalho para os terapeutas vem se expandindo muito.
Segundo a professora Regina Rossetto, coordenadora de t.o. da Santa Casa e conselheira do Crefito 3 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional de SP), “está faltando gente” no mercado.
Com 25 anos de carreira, ela conta que nunca sofreu com a falta de emprego.
Segundo o Crefito 3, são 3.736 terapeutas ocupacionais habilitados no Estado de São Paulo. Desses, 1.046 estão na capital, onde o piso salarial, para uma jornada de 30 horas semanais, é de R$ 1.560.
Mesmo a maior popularização da profissão não impediu que Larissa Ferrari, 22, formanda em t.o. pelo Centro Universitário São Camilo, tivesse que explicar, muitas vezes nos últimos quatro anos, que ela não “ocupava o tempo das pessoas”, mas trabalhava com promoção de saúde.
“Ninguém sabe o que é”, diz Larissa, que também só ouviu falar na profissão quando um teste vocacional no ano do vestibular mostrou que ela deveria usar sua criatividade não no curso de artes cênicas, mas na terapia ocupacional.
Situação bastante familiar vive a vestibulanda Laís Magueta, 17, que, na dúvida entre enfermagem, psicologia e fisioterapia, escolheu prestar terapia ocupacional.
Numa sala de cursinho com cerca de 140 pessoas, ela é uma das poucas que vão prestar o curso e ainda não sabe ao certo o que esperar da graduação.
Das inúmeras vezes em que foi perguntada sobre o que fazia, Larissa teve trabalho para explicar que terapia ocupacional não é fisioterapia.
“Como os terapeutas ocupacionais também trabalham na área ortopédica, especialmente com a recuperação funcional dos membros superiores, muita gente confunde”, afirma a terapeuta ocupacional Maria Auxiliadora Ferrari. O foco da fisioterapia, diz ela, “é o movimento”, enquanto o da t.o. “é o indivíduo como um todo”.
Apesar de ambas as áreas estarem reunidas em um mesmo conselho federal, o Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), uma não é ramificação da outra. “A t.o. é uma profissão com corpo científico e conhecimento próprio”, diz a professora Regina Joaquim, coordenadora do curso da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). “Nos consideramos primos”, diz a conselheira do Crefito 3.
Cursos
Assim como o mercado, a oferta de cursos também cresceu. Segundo dados do Inep (órgão de pesquisas do Ministério da Educação), havia, em 1999, 26 cursos presenciais de terapia ocupacional em todo o Brasil. Hoje, são cerca de 60.
O número de concluintes, ainda segundo o Inep, quase triplicou de 1999 para 2007: saltou de 381 para 1.062.
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julho 27, 2009
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Bom ver a profissão veiculada de maneira acessível ao público através de veículos de comunicação de massa. Legal tb poder encontrar aqui o registro dessa.
saudações
andré
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Bruna Simões Druziani Respondeu:
julho 18th, 2010 at 18:24
eu gostei mtu do comentario acima.Tenho 18 anos e prestarei T.O.
ABRAÇOS A TODOS
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Adoreii saber um pouco mais sobre essa proissção.
Sempre tive duvidas do que eu quero cursar, mais agora não ah mais duvidas
essa é uma profissção que me preenche.
Me aproximo das pessoas e ajudo elas com todo mue carinho
e elas tbm me ajudam , me ensinando tudo o que elas passam.
Abraços
Gisellee
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que bom que t.o. está sendo mais conhecida…
profissão muito importante!
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Olá,Mariana, é muito bom saber que não estou sozinha, há mais ou menos 1 ano descobri que a minha mãe esta com Alzhemer, uma pessoa que trabalhou 42 anos sempre cuidou de todos e agora com essa doença degenerativa e nos deixa impotentes. Gostaria de saber como a terapia ocupacional pode melhorar a qualidade de vida da minha mãe.
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Mariana Fulfaro Respondeu:
fevereiro 3rd, 2010 at 20:33
Olá, Flavia!
A Terapia Ocupacional pode ajudar a sua mãe de diversas formas, como a diminuir a velocidade da progressão da doença, na perda de memória, na realização das atividades diárias que ela possa estar com dificuldade, que ela volte a realizar parte das coisas que ela fazia ou que gosta, no relacionamento com vocês e mais um montão de coisas. E a Terapia ocupacional também pode ajudar vocês a lidar com o Alzheimer e com ela.
Tudo isso depende de uma avaliação, pois cada pessoa é única, tem uma história e se apresenta de um jeito. Se você puder, e quiser, procure um terapeuta ocupacional na unidade de saúde perto da sua casa ou um particular, se for o caso.
Abraço!
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