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	<title>Mariana Fulfaro Terapeuta Ocupacional &#187; Atividades diárias</title>
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	<description>Terapia Ocupacional traz de volta a vida</description>
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		<title>Idosos e sexo seguro</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 21:28:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Fulfaro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nessa semana, li que os brasileiros falam mais de sexo na rua do que em casa. Parece que no lar doce lar o preconceito impera e o assunto simplesmente não é discutido. Cheguei a conclusão de que, pelo menos para parte da população, o texto está certo. É curioso pensar que em pleno século 21 esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa semana, li que os brasileiros falam mais de sexo na rua do que em casa. Parece que no lar doce lar o preconceito impera e o assunto simplesmente não é discutido.</p>
<p>Cheguei a conclusão de que, pelo menos para parte da população, o texto está certo. É curioso pensar que em pleno século 21 esse assunto ainda é tabu, e que isso pode trazer sérias consequências.</p>
<p>Para muitos, pensar que os pais fazem sexo é um martírio. E imaginar que os avós podem ser sexualmente ativos está fora de cogitação.<span id="more-2607"></span></p>
<p>Mas fato é idosos podem sim transar e não há nada de errado nisso.</p>
<p>O problema é que essa negação social sobre o assunto contribui para a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis na terceira idade.</p>
<p>O número de idosos com Aids e outras doenças só aumenta, e campanhas para reverter esse quadro são raras. <img src='http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Há pouco menos de um ano conheci o projeto <a title="Agentes Idosos de Prevenção, ASF" href="http://www.saudedafamilia.org/projetos/outros_projetos/idosos_prevencao/idosos_prevencao.htm" target="_blank">“Agentes Idosos de Prevenção”, da ONG Associação Saúde da Família</a>, de São Paulo, esse do vídeo que coloquei pra vocês verem. Logo de cara me apaixonei pela proposta!</p>
<p>Esse trabalho procura levar informação sobre sexo seguro para pessoas com mais de 60 anos, estimulando o uso de preservativos.</p>
<p>Mas o mais interessante é que quem faz as oficinas educativas e as campanhas em bailes e clubes da terceira idade são pessoas idosas. Os preconceitos vão simplesmente ralo abaixo!</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-2608" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="Casal de idosos" src="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2012/01/Casal-de-idosos-300x272.jpg" alt="" width="300" height="272" /></p>
<p>Iniciativas como essa deveriam ser ampliadas para todo o país. <img src='http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':-D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Se você sabe que seu pai, mãe, avô ou avó costuma sair para namorar, tente conversar sobre o assunto com ele. Se achar que não dará conta do recado, peça para alguém com mais intimidade fazer isso.</p>
<p>E se você é um idoso sexualmente ativo que às vezes troca de parceiro, procure usar camisinha. O uso de preservativo é importante para vocês dois, pois tem muita gente que tem Aids e não sabe.</p>
<p>Prova disso são as histórias de mulheres casadas e contaminadas pelos maridos puladores de cerca &#8230; Resumindo, cuide-se!</p>
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		<title>Como usar fio dental com uma mão só</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 20:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Fulfaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amputação]]></category>
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		<description><![CDATA[Diariamente, vemos propagandas de dentistas sugerindo o uso do fio dental. Até aí as únicas coisas que impedem a maioria das pessoas de usar a pequena cordinha branca é a preguiça ou falta de dinheiro. Afinal, essas pessoas têm as duas mãos funcionando perfeitamente e podem usar o fio dental sem problemas, né? Mas como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diariamente, vemos propagandas de dentistas sugerindo o uso do fio dental.</p>
<p>Até aí as únicas coisas que impedem a maioria das pessoas de usar a pequena cordinha branca é a preguiça ou falta de dinheiro. Afinal, essas pessoas têm as duas mãos funcionando perfeitamente e podem usar o fio dental sem problemas, né?</p>
<p>Mas como fica quem só tem uma mão ou só movimenta uma delas? Alguém aí já pensou nisso?</p>
<p>Pra resolver esse problema, criaram um fio dental adaptado. Esse da foto é fio em uma ponta e palito na outra! rs</p>
<p><a href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/como-usar-fio-dental-com-uma-mao-so/fio-dental-adaptado/" rel="attachment wp-att-2558"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2558" title="Fio dental com palito de dente adaptado" src="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2012/01/fio-dental-adaptado-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a> <span id="more-2559"></span>Ele é pequeno, tem uns 7 cm de comprimento. Super prático, já vem com o fio preso.</p>
<p>No Brasil, esse apetrecho ainda é pouco conhecido e um pouco caro. Achei na <a title="Fio dental adaptado na Droga Raia" href="http://www.drogaraia.com.br/RaiaEcommWeb/detalheProduto.do" target="_blank">Droga Raia</a> por R$26,00 o saquinho com 24 unidades.</p>
<p>Nos Estados Unidos, vocês vão encontrar no supermercado o saquinho com 50 unidades por mais ou menos R$3,50. Muuuito mais barato&#8230; <img src='http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Pra quem não quer usar essa versão descartável, uma empresa chamada <a title="Fio dental adaptado da Fio+" href="http://www.fiomais.com.br/index.html" target="_blank">Fio +</a> criou um adaptador em que é necessário apenas encaixar o fio dental comum.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Entrevista para a revista Sentidos</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 03:05:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Fulfaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana na Mídia]]></category>
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		<description><![CDATA[A Revista Sentidos, uma das publicações mais importantes para pessoas com deficiência, fez uma entrevista comigo sobre como prevenir acidentes de crianças em casa. Fiquei lisonjeada com o convite, pois o conteúdo produzido por eles é interessantíssimo e de grande ajuda para muita gente. O resultado, que você pode conferir abaixo, ficou bem legal. Simples, as dicas servem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a title="Revista Sentidos" href="http://revistasentidos.uol.com.br/" target="_blank">Revista Sentidos</a>, uma das publicações mais importantes para pessoas com deficiência, fez uma entrevista comigo sobre como prevenir acidentes de crianças em casa.</p>
<p>Fiquei lisonjeada com o convite, pois o conteúdo produzido por eles é interessantíssimo e de grande ajuda para muita gente.</p>
<p>O resultado, que você pode conferir abaixo, ficou bem legal. Simples, as dicas servem tanto para crianças com quanto para as sem deficiência, e podem ser decisivas para manter os pequenos longe do perigo.</p>
<p><a title="Entrevista de terapia ocupacional para Revista Sentidos - parte 1" href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos1.jpg" rel="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos1-221x300.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2319" title="Entrevista de terapia ocupacional para Revista Sentidos - parte 1" src="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos1-221x300.jpg" alt="" width="221" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos2.jpg" rel="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos2.jpg"><img class="size-medium wp-image-2320 aligncenter" title="Entrevista de terapia ocupacional para Revista Sentidos - parte 2" src="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos2-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a title="Entrevista de terapia ocupacional para Revista Sentidos - parte 3" href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos3.jpg" rel="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2325" title="Entrevista de terapia ocupacional para Revista Sentidos - parte 3" src="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos3-215x300.jpg" alt="" width="215" height="300" /></a><a title="Entrevista de terapia ocupacional para Revista Sentidos - parte 4" href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos4.jpg" rel="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos4.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2326" title="Entrevista de terapia ocupacional para Revista Sentidos - parte 4" src="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2011/08/sentidos4-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A religião como ferramenta para reabilitação cognitiva e produção de saúde</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 02:46:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Fulfaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos Científicos]]></category>
		<category><![CDATA[Derrame]]></category>
		<category><![CDATA[Idosos]]></category>
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		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>

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		<description><![CDATA[FULFARO, M. A. . A religião como ferramenta para reabilitação cognitiva e produção de saúde. In: VII Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia, 2011, Santos &#8211; SP. Anais do VII Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia e VI Simpósio das Ligas de Geriatria e Gerontologia, 2011. &#160; Introdução: Em idosos com déficit cognitivo a Terapia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FULFARO, M. A. . A religião como ferramenta para reabilitação cognitiva e produção de saúde. In: VII Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia, 2011, Santos &#8211; SP. Anais do VII Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia e VI Simpósio das Ligas de Geriatria e Gerontologia, 2011.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Introdução:</strong> Em idosos com déficit cognitivo a Terapia Ocupacional trabalha visando melhorar ou compensar perdas relacionadas ao desempenho nas atividades diárias, procurando manter a capacidade funcional pelo maior tempo possível. 	Para isso, pode utilizar como recurso exercícios, atividades cotidianas ou artísticas que tenham importância para o paciente.</p>
<p><strong>Objetivo:</strong> Apresentar estudo de caso de um atendimento terapêutico ocupacional de idoso com sequela neurológica e déficit cognitivo, e mostrar como o uso de uma atividade significativa para o paciente pode ser determinante para o sucesso do tratamento e melhora da qualidade de vida.<br />
<span id="more-1373"></span><br />
<strong>Método:</strong> Trata-se do caso de F.B., do sexo masculino, de 74 anos, natural da Bahia, católico, cadeirante, com sequela de AVE, hemiplegia, HAS, déficit cognitivo, apático, pouco comunicativo e totalmente dependente para atividades básicas e instrumentais de vida diária. Seu desempenho em Fluência Verbal foi de 5, no Teste do Relógio 0 e no Mini-Mental 14. Iniciou tratamento com terapeuta ocupacional em abril de 2010, onde realizou atividades com vídeos, músicas e imagens ligadas à religião católica e à Bahia.</p>
<p><strong>Resultados e Discussão: </strong>No início do tratamento F.B. apresentava rotina vazia, passava o dia deitado ou sentado em seu quarto, isolado dos outros membros de sua família.<br />
Nos atendimentos, mostrava indisposição em realizar qualquer atividade ou exercício cognitivo, permanecendo sempre calado e apático em todas as sessões. 	Após trabalho de vinculação e investigação com o paciente e a família, a terapeuta passou a utilizar imagens, vídeos e músicas com temas religiosos.	Na primeira fase o trabalho foi baseado em imagens que eram mostradas ao paciente e ele devia identificá-las e contar sua história. Essa abordagem foi positiva, pois F.B. passou a conversar, ficar alerta e participativo durante as sessões.	Na segunda fase os atendimentos passaram a ser em frente ao computador para que F.B. pudesse escolher os vídeos que queria assistir e as músicas que gostaria de ouvir.	Esse momento foi o mais interessante e produtivo. Durante os atendimentos ele passou a cantar e a acompanhar energicamente as músicas e vídeos, e a dividir importantes histórias vividas em sua terra natal – Bahia.</p>
<p><strong>Conclusão:</strong> Utilizando a religiosidade de F.B. como recurso para a intervenção, foi possível realizar importante trabalho de estimulação cognitiva e resgate de atividades significativas. 	Esse trabalho refletiu nas sessões de fisioterapia e fonoaudiologia, pois o paciente chegava nas sessões desses profissionais mais alerta, responsivo e colaborativo. Com isso, sua capacidade funcional, relacionamento com seus familiares e qualidade de vida pode ser melhorada.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Idosos e direção, até quando é possível dirigir?</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 23:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Fulfaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Idosos]]></category>
		<category><![CDATA[Papo com Especialistas]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades diárias]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>

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		<description><![CDATA[No Brasil, legalmente não há idade máxima para uma pessoa continuar dirigindo um carro. É necessário apenas que a Carteira Nacional de Habilitação esteja em dia. Mas a partir dos 65 anos a renovação, que antes deveria acontecer de cinco em cinco anos, passa a ser obrigatória a cada três. Diminuir o tempo de prestação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, legalmente não há idade máxima para uma pessoa continuar dirigindo um carro. É necessário apenas que a <a title="Carteira Nacional de Habilitação (CNH)" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carteira_Nacional_de_Habilita%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">Carteira Nacional de Habilitação </a>esteja em dia.</p>
<p>Mas a partir dos 65 anos a renovação, que antes deveria acontecer de cinco em cinco anos, passa a ser obrigatória a cada três.</p>
<p>Diminuir o tempo de prestação de contas ao Conselho Nacional de Trânsito parece óbvio pensando nas mudanças que a idade traz ao corpo. Contudo, quais são os exames realizados? O que conta para o médico achar que idoso não é mais capaz de dirigir? O que fazer para continuar dirigindo pelo maior tempo possível?</p>
<p><span id="more-1012"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para responder a essas e outras questões convidei o <a title="Dr. Leonardo Lopes" href="http://www.consultoriogeriatria.med.br/" target="_blank">Dr. Leonardo Lopes</a>, médico geriatra colaborador do <a title="Hospital das Clínicas" href="http://www.hcnet.usp.br/" target="_blank">Hospital das Clínicas de São Paulo</a> e presidente da <a title="Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia" href="https://www.sbgg.org.br/" target="_blank">Comissão de Educação Continuada da Sociedade Brasileira de Geriatra e Gerontologia</a>.</p>
<p><strong>Mariana Fulfaro &#8211; Por que os idosos precisam renovar a carteira de habilitação a cada três anos?</strong></p>
<p><strong>Leonardo Lopes </strong>- Basicamente porque a legislação exige que sejam avaliados por um médico. Nesta avaliação, o médico pergunta a respeito de sintomas que possam indicar doenças graves que impedem os idosos de conduzir automóvel, por motivo de segurança. A maior parte dos idosos é capaz de dirigir normalmente, mas a avaliação é necessária.<strong> </strong></p>
<p><strong>Que tipo de exames os médicos fazem para saber se os idosos</strong></p>
<p><strong>podem ou não continuar a dirigir?</strong></p>
<p>É realizado exame físico especialmente voltado para o coração e a pressão arterial. O idoso também é submetido a exame de vista.<strong> </strong></p>
<p><strong>Qualquer médico pode avaliar se o idoso está apto a continuar dirigindo ou necessariamente precisa ser um médico geriatra?</strong></p>
<p>No Brasil essas avaliações são realizadas por médicos do departamento de trânsito, treinados para avaliar os aspectos já citados. Já existe uma especialidade médica chamada de Medicina de Tráfego, que estuda</p>
<div id="attachment_2425" class="wp-caption alignright" style="width: 207px"><a href="http://www.consultoriogeriatria.med.br"><img class="size-medium wp-image-2425" title="Dr. Leonardo Lopes" src="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2010/07/Dr.-Leonardo-Lopes1-197x300.jpg" alt="" width="197" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Dr. Leonardo Lopes é médico geriatra e trabalha diretamente com idosos</p></div>
<p>profundamente todos os aspectos da saúde relacionados à direção veicular, incluindo os preventivos.</p>
<p>É muito comum, entretanto, que pacientes idosos liberados para dirigir apresentem problemas clínicos que os colocam em risco. Isto ocorre porque os aspectos avaliados na consulta de renovação de carteira são muito restritos e a consulta, habitualmente, rápida. Pouca ênfase, por exemplo, é dada aos sintomas cognitivos e à memória dos idosos. Sabemos que dificuldades de memória podem prejudicar a capacidade de dirigir, mas para isso é necessário realizar uma avaliação cuidadosa. Assim, é muito comum que o médico que acompanha o paciente e sua família percebam antecipadamente que o idoso apresenta dificuldades para guiar, quando começam a acontecer confusões em trajetos, esquecimentos ou pequenos acidentes.<strong> </strong></p>
<p><strong>Que problemas de saúde podem ser decisivos para que o idoso deixe de dirigir?</strong></p>
<p>Dificuldades graves de memória (demência), depressão, uso de medicamentos com efeitos colaterais na capacidade de percepção e nos reflexos, dores articulares que podem reduzir a agilidade, dificuldades visuais, auditivas e tremores.<strong> </strong></p>
<p><strong>O que os idosos podem fazer para continuar dirigindo pelo maior tempo possível?</strong></p>
<p>Manter uma vida saudável, com foco na prevenção.</p>
<p>A maior parte dos impedimentos para dirigir são decorrentes de doenças preveníveis. O diagnóstico precoce de problemas de saúde também evita que surjam sequelas que levam a limitações.</p>
<p>Para aqueles que já apresentam alguma dificuldade, poderão continuar dirigindo com segurança ao evitar muito tráfego (horários de pico) e a direção noturna.  O idosos com alguma limitação frequentemente conseguem manter-se ativos na direção quando optam por guiar em horários mais tranquilos, por trechos já conhecidos e, se necessário, acompanhados.</p>
<p>É muito importante lembrar que o automóvel representa para muitos idosos a forma de se manter conectado ao mundo de forma independente. Por meio do carro, mantém seus vínculos sociais, principalmente pelas dificuldades no uso do transporte público. A perda da capacidade de guiar representa um impacto emocional muito significativo, favorece o isolamento social e a depressão.</p>
<p><em>*Dr. Leonardo Lopes é membro titulado e presidente da Comissão de Educação Continuada da Sociedade Brasileira de Geriatra e Gerontologia. É médico assistente do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo. Para entrar em contato com ele escreva para </em><span style="text-decoration: underline;"><em>lclusp@usp.br</em></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Como amarrar o cadarço com uma mão</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 00:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Fulfaro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Derrame]]></category>
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		<description><![CDATA[Entusiasmada com a entrevista para o Guia do Estudante, resolvi gravar um vídeo com um tema que pode ajudar muita gente: como passar e amarrar o cadarço usando apenas uma mão. Essa dica é muito útil para pessoas que sofreram um derrame, estão machucadas ou que simplesmente nasceram com um só braço. Para fazer o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entusiasmada com a <a title="Terapia Ocupacional no Guia do Estudante" href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/terapia-ocupacional-no-guia-do-estudante/" target="_blank">entrevista para o Guia do Estudante</a>, resolvi gravar um vídeo com um tema que pode ajudar muita gente: como passar e amarrar o cadarço usando apenas uma mão.</p>
<p>Essa dica é muito útil para pessoas que sofreram um derrame, estão machucadas ou que simplesmente nasceram com um só braço.</p>
<p>Para fazer o filminho, fiz uma parceria com o <a title="Manual do Mundo" href="http://www.manualdomundo.com.br/" target="_blank">Manual do Mundo</a>, um site com vídeos que mostram dicas de todos os tipos. Lá os internautas podem aprender desde brincadeiras com palitos até a fazer uma fogueira com lente de aumento.</p>
<p><span id="more-1025"></span>Assistam e me contem o que acharam. Se gostarem, gravarei mais <img src='http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Terapia ocupacional e seu papel na alimentação</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 23:56:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Fulfaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amputação]]></category>
		<category><![CDATA[Derrame]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades diárias]]></category>
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		<category><![CDATA[Inclusão]]></category>
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		<description><![CDATA[A Terapia Ocupacional está caindo na boca do povo como se diz por aí. E quem assiste a novela das oito, Viver a Vida, sabe do que estou falando. Desde que teve um acidente e ficou tetraplégica, Luciana, personagem interpretada por Alinne Moraes, tem recebido acompanhamento de vários profissionais de saúde, dentre eles uma terapeuta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a title="Terapia Ocupacional" href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/terapia-ocupacional/" target="_blank">Terapia Ocupacional</a> está caindo na boca do povo como se diz por aí. E quem assiste a novela das oito, <a title="Novela Viver a Vida, da Rede Globo" href="http://viveravida.globo.com/" target="_blank">Viver a Vida</a>, sabe do que estou falando.</p>
<p>Desde que teve um acidente e ficou tetraplégica, Luciana, personagem interpretada por Alinne Moraes, tem recebido acompanhamento de vários profissionais de saúde, dentre eles uma terapeuta ocupacional.</p>
<p>Em um dos <a title="O que é Terapia Ocupacional?" href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/terapia-ocupacional/" target="_blank">meus textos, escrevi</a> que esses terapeutas são responsáveis por fazer com que as pessoas voltem &#8211; na medida do possível &#8211; a realizar suas atividades, como comer e tomar banho, sozinhas.</p>
<p><span id="more-784"></span>E não é que a novela mostrou uma terapeuta ocupacional realizando adaptações para que a personagem volte a comer com independência?</p>
<p>O vídeo abaixo, com cenas da novela, mostra direitinho o treino de alimentação, como os terapeutas ocupacionais costumam dizer.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/t77TlPCbCSw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/t77TlPCbCSw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>Vale lembrar que esse treino de alimentação não é exclusivo para quem está tetraplégico. Os terapeutas ocupacionais também utilizam essa técnica, por exemplo, com quem machucou o braço ou a mão, e quem sofreu uma amputação.</p>
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		<title>Acessibilidade digital</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 10:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Fulfaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amputação]]></category>
		<category><![CDATA[Derrame]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas de Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Idosos]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia Ocupacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades diárias]]></category>
		<category><![CDATA[Inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia Assistiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Você já parou para pensar em como uma pessoa com deficiência visual usa o computador? Ou então como quem não movimenta as mãos faz para mexer o mouse e dar um &#8220;clique&#8221;? E você conseguiria ficar sem acessar internet, porque não consegue movimentar seu corpo? Os sistemas operacionais vêm com programas de acessibilidade, mas poucas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já parou para pensar em como uma pessoa com deficiência visual usa o computador? Ou então como quem não movimenta as mãos faz para mexer o mouse e dar um &#8220;clique&#8221;? E você conseguiria ficar sem acessar internet, porque não consegue movimentar seu corpo?</p>
<p>Os sistemas operacionais vêm com programas de acessibilidade, mas poucas pessoas conhecem esses recursos. O Windows, por exemplo, traz consigo o teclado virtual e a lente de aumento. O primeiro abre na tela um teclado, como os que aparecem quando entramos em um site de banco, e o segundo permite aumentar o texto da tela em até 9 vezes. Para dar uma olhadinha é só ir em &#8220;Iniciar&#8221;, &#8220;Programas&#8221;, &#8220;Acessórios&#8221; e &#8220;Acessibilidade&#8221;.</p>
<p><span id="more-237"></span></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 284px"><img title="Lente de aumento" src="http://www.paginet.com.br/rudolfo/tela_lentedeaumento.jpg" alt="Lente de aumento" width="274" height="230" /><p class="wp-caption-text">Lente de aumento</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 434px"><img title="Teclado virtual" src="http://www.baboo.com.br/absolutenm/articlefiles/10193-feacc07.JPG" alt="Teclado virtual" width="424" height="202" /><p class="wp-caption-text">Teclado virtual</p></div>
<p>Já o Linux, além desses recursos tem também o leitor de texto &#8211; que transforma o texto em áudio -, o terminal braille &#8211; que transforma o texto da tela do computador em braille, levantando e abaixando pequenos pinos de um teclado especial &#8211; e o <a title="HeadDev" href="http://fundacion.vodafone.es/VodafoneFundacion/FundacionVodafoneHome" target="_blank">HeadDev</a> &#8211; programa que junto com uma webcam reconhece o nariz da pessoa, substituindo o mouse.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 352px"><img title="HeadDEv" src="http://www.care.org.ar/imagenes/soft_headdev-aplic.jpg" alt="HeadDEv" width="342" height="246" /><p class="wp-caption-text">HeadDEv</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 353px"><img title="Monitor com o HeadDev" src="http://www.gatodegrandesbotas.com/wp-content/uploads/2007/05/control-mouse.jpg" alt="Monitor com o HeadDev" width="343" height="295" /><p class="wp-caption-text">Monitor com o HeadDev</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 349px"><img title="Teclado Braille" src="http://www.abledata.com/product_images/images/01A0791.jpg" alt="Teclado Braille" width="339" height="299" /><p class="wp-caption-text">Teclado Braille</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 346px"><img title="Pinos do teclado Braille" src="http://2.bp.blogspot.com/_GqGEPRWOfVA/R6U5t5oLy4I/AAAAAAAAAys/88SGmigBjiI/s400/Braille_Display.jpg" alt="Pinos do teclado Braille" width="336" height="284" /><p class="wp-caption-text">Pinos do teclado Braille</p></div>
<p>Existem ainda outros artefatos que ajudam no uso do computador, substituindo o mouse. É o caso do mouse acionado pelos olhos, o acionador por pressão – um grande botão usado por quem tem dificuldade de controlar os movimentos -, o monitor com tela de toque e a grade acrílica &#8211; chamada de colméia &#8211; que facilita digitação.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Mouse acionado pelos olhos" src="http://www.cabecadecuia.com/imagem/materias/a7b3b65325eb3dbbd8a860ae356f938b.jpg" alt="Mouse acionado pelos olhos" width="433" height="261" /></p>
<p>Entre 2005 e 2006, trabalhei em um projeto de inclusão digital na <a title="DMR HCFMUSP" href="http://www.reabilitahc.usp.br/index.htm" target="_blank">Divisão de Medicina de Reabilitação (DMR) do Hospital das Clinicas da USP</a>. Lá, utilizávamos alguns jogos virtuais, como o Tetris, para facilitar o uso dessas ferramentas. Depois de algumas semanas jogando, quem não tinha computador em casa já estava pensando em um jeito de comprar um.</p>
<p>Confesso que o mais gostoso nesse trabalho era ver as pessoas descobrindo um novo mundo. Já que algumas, devido às condições socioeconômicas somadas à deficiência, nunca havia utilizado um computador.</p>
<p>Acredito que a produção de <a title="independência e autonomia" href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/do-hospicio-para-o-supermercado/" target="_blank">independência e autonomia</a> que tanto buscamos na terapia ocupacional é facilmente ilustrada no trabalho de inclusão digital, pois ele oferece às pessoas a possibilidade de se relacionar, brincar e trabalhar, independentemente de suas limitações físicas.</p>
<p>Ah, vale lembrar que alguns dos recursos de acessibilidade que existem para o Linux, como o software para o terminal braille, também podemos encontrar para o Windows. Os do Linux, contudo, são gratuitos.</p>
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		<title>Do hospício para o supermercado</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 04:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mariana Fulfaro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Atividades diárias]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de 23 anos vivendo trancafiada em um hospício, de ter levado alguns eletrochoques e tomado muita medicação, Jurema foi libertada e seguiu direto para a casa de seu irmão, em Santo André. Aos 19 anos, com depressão, ela havia internado em um  hospital psiquiátrico. Quando a encontrei pela primeira vez, devido à sua aparência, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de 23 anos vivendo trancafiada em um hospício, de ter levado alguns eletrochoques e tomado muita medicação, Jurema foi libertada e seguiu direto para a casa de seu irmão, em <a title="Santo André" href="http://www.santoandre.sp.gov.br" target="_blank">Santo André</a>.</p>
<p>Aos 19 anos, com depressão, ela havia internado em um  hospital psiquiátrico. Quando a encontrei pela primeira vez, devido à sua aparência, eu jurava de pés juntos que ela tinha pelo menos 50 anos – estava, na realidade, com 43.</p>
<p>Após muito tempo de internação – e do pacote básico de tratamento que descrevi acima – é comum a pessoa não conseguir realizar tarefas simples como escovar os dentes, pentear os cabelos, tomar banho e até mesmo falar. Quando isso acontece dizemos, utilizando os jargões da <a title="Terapia Ocupacional" href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/terapia-ocupacional" target="_blank">Terapia Ocupacional</a>, que essa pessoa “perdeu a independência”.</p>
<p><span id="more-112"></span></p>
<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-111" title="Worn Out - 1881, de Vincent van Gogh (1853-1890) " src="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/wp-content/uploads/2009/01/vincent-van-gogh-116x150.jpg" alt="Worn Out - 1881, de Vincent van Gogh (1853-1890) " width="116" height="150" /></p>
<p>Encontramos também recém-saídos dos hospitais psiquiátricos que  deixam de ter qualquer tipo de desejo. Simplesmente não sentem vontade de comer algo especial, de viajar, de comprar uma roupa nova, de nada.</p>
<p>O sistema de funcionamento de um manicômio contribui para isso graças à sua dura rotina. Há  horários preestabelecidos para tudo, refeições prontas,  sem opções de escolha, e a privação do convívio com amigos, familiares, trabalho, e qualquer outra pessoa com quem os pacientes possam estabelecer novas relações. À essa falta de desejo, recorrendo mais uma vez aos jargões da <a title="Terapia Ocupacional" href="http://www.marianaterapeutaocupacional.com/terapia-ocupacional/" target="_blank">Terapia Ocupacional</a>, chamamos de “perda da autonomia”.</p>
<p>Nesse mundo, o paciente, que acaba sendo impedido de tudo, entra em um ciclo de isolamento. E normalmente, quem tenta quebrar isso acaba levando uns bons safanões.</p>
<p>Tudo isso parece ser meio inacreditável, mas  é assim mesmo que acontece. Tanto que o objetivo do terapeuta ocupacional nesses casos é justamente resgatar essas habilidades que acabaram perdidas.</p>
<p>Quando cheguei ao <a title="Caps" href="http://www.sjc.sp.gov.br/sms/caps.asp" target="_blank">Naps  (Núcleo de Atenção Psicossocial)</a> de Santo André,  encontrei Jurema sem independência nem autonomia.</p>
<p>Após alguns meses de tratamento, ela contou que ganhava uma mesada do seu irmão: a ninharia de dois reais por semana. E arriscou-se timidamente a dizer que queria comprar uma tigela. Entretanto, a compra teria que ser em segredo, pois se alguém de sua casa soubesse da aquisição, ela teria seu salário semanal cortado.</p>
<p>Como terapeuta ocupacional, seria uma blasfêmia deixar escapar aquele ensaio de vontade. Era necessário legitimar o que ela queria, pois só assim eu a estaria respeitando como uma pessoa de direitos civis e políticos.</p>
<p>Seu trajeto diário até o Naps era sempre escoltado por algum familiar. E uma vez lá dentro, Jurema não se arriscava a pôr os pés pra fora do portão da instituição. Os vários anos que havia passado no manicômio a ensinaram bem a não se atrever a burlar as regras, e, nessa lógica, um portão fechado não deve ser ultrapassado. Jamais.</p>
<p>No caminho para o supermercado, ela denunciava sua inquietação com  repetidas olhadelas para trás e com um constante interrogatório para saber se estávamos no caminho certo.</p>
<p>Sua boca desdentada, roupa maltratada e a agitação chamaram atenção logo na entrada da grande rede de supermercados. O segurança prontamente veio dizer que ela não poderia entrar. E eu, acompanhada por outras duas terapeutas ocupacionais, fui logo dizendo que ela estava conosco, e que iria entrar, sim.</p>
<p>Jurema escolheu a tigela rapidamente, como se estivesse cometendo um crime. Na fila do caixa, os outros clientes não conseguiam tirar os olhos dela.</p>
<p>A funcionária do caixa mal conseguiu cobrar a tigela, pois estava atônita. Não sei o que ela esperava. Ainda me pergunto: será que ela achava que Jurema iria pular em seu pescoço? Ou tinha medo que a pobre mulher sacasse uma arma e desse voz de assalto?</p>
<p>O que importa é que, após toda essa aventura, Jurema ficou radiante em ter conseguido comprar uma simples tigela. E esse episódio foi o primeiro passo para ela voltar a se relacionar com pessoas que estavam fora da sua família e do Naps.</p>
<p>Essa é uma dentre as muitas histórias que justificam o fechamento dos hospitais psiquiátricos. A maior garantia da sociedade moderna é a cidadania, e não temos o direito de privar ninguém disso.<em></em></p>
<p><em>Aprovada em 2001, a Lei Federal 10.216 redireciona a assistência de saúde mental para serviços de base comunitária. O Naps, felizmente, faz parte desse novo tratamento.<br />
</em></p>
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