Problemas familiares e os profissionais da saúde

Pela terceira vez seguida a equipe de serviço social tentava entrar em contato com a família de dona Mitiko. Com 66 anos, ela estava só, abandonada no leito do hospital e dependendo de pessoas estranhas para comer e trocar suas fraldas.

Seu marido era alcoólatra, o filho mais velho tinha esquizofrenia e era viciado em drogas. O caçula, seu preferido, tinha ido embora para tentar a sorte no Japão.

Havia três anos que ela estava morando em uma casa de repouso, sozinha e sem visitas, com exceção das anuais aparições do filho mais novo em suas vindas ao Brasil. As contas de sua estadia eram pagas pelo Estado, e o dinheiro de sua aposentadoria era dividido entre o marido e seu primogênito.

Mitiko, no hospital para descobrir as causas de um desmaio, tinha uma coleção de problemas: diabetes, hipertensão arterial, osteoporose e insuficiência renal crônica. Para completar, estava desnutrida, com feridas nos calcanhares e com o diagnóstico de demência.

O tratamento com a Terapia Ocupacional foi indicado para que ela recuperasse a capacidade de comer sozinha. Ao longo de 20 dias, Mitiko voltou a usar os talheres, a sentir o sabor dos alimentos, e já conseguia tomar uma sopa inteira sem sujar suas roupas.

Em todos os nossos encontros, a saudade do caçula era evidente. Em cada lembrança, cada pergunta, ela se lembrava de seu querido Júlio.

No momento em que recebeu alta hospitalar, não havia ninguém para buscá-la. O filho tão querido havia se casado e morava com os sogros em outra cidade, e sem espaço na vida dele para a mãe.

A esperança em voltar a morar com uma família de verdade, que surgiu assim que o filho voltou do Japão, já não existia mais.

Para toda a equipe de profissionais do hospital, ela era a paciente mais querida. Não reclamava, comia sem demora e não resistia a nenhum procedimento de enfermagem. E para eles, os filhos e o marido eram desnaturados e sem escrúpulos.

Algumas vezes também caí na tentação de julgar a família e condená-los por abandoná-la. Pensando com mais cuidado, concluí que não cabia a mim sentenciar ninguém, principalmente porque não conhecia suas histórias.

Só fazendo parte da família é que poderemos entender as atitudes e escolhas que cada um faz ao longo da vida. Não que eu ache justo Mitiko morar em uma casa de repouso e precisar da intervenção do serviço social para alguém ir tirá-la do hospital. Mas o meu papel – e dos outros profissionais de saúde – é ajudá-la a viver bem os seus últimos anos. Apontar culpados, a essa altura do campeonato, não irá estruturar relações que se desmancharam ao longo de uma vida inteira.

76 respostas para “Problemas familiares e os profissionais da saúde”

  1. Amaral diz:

    Bom dia
    Fui internado involuntàrio
    na clínica onde estava, eu era utilizado em todos os problemas de computador a serviços de obra, e era dos poucos que tinha acesso liberado, (sistema prisional) fiquei por 14 meses sem receber o mínimo de atendimento da família, saí por fuga por entender que não havia sentido pois sem contato com a familia eu fui renegado.
    Fiquei sabendo dentro da clínica que tenho processos criminias artigo 147 contra a liberdade pessoal, e por estar embriagado em dirigir e outros por divida ativa.
    Como era eu que fazia o controle diário de internados, sei que nenhum interditado involuntário teve a condição de ser verificado pelo MP, lá houveram estupro de incapaz, compulsório (cela sem condições de higiene), tentativa de suicidio, casas trancadas por fora e extintor externo, fora dos parametros legais.
    Hoje estou com 60 anos e a minha revolta é que não sou doido, e não posso ser jogado fora como a família quer.
    Por pior que eu tenha feito, não mereço.

    Sei que sou a minoria e com certeza tenho como perder.

    Mas contra a clínica tenho o nome de pelo menos 150 pessoas que podem confirmar o que falo.
    Qual o procedimento que devo ter

    Grato

    Amaral

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  2. vargas santos diz:

    BOA TARDE
    EU TENHO UMA CUNHADA QUE ME PARECE QUE ELA SOFRE DE ESQUIZOFRENIA A MAIS DE UMA NO,ELA TEM ESSAS SINTOMAS DE CHORAR,QUEBRAR AS COISAS DENTRO DE CASA E AGREDIR A FILHA DE 17 ANOS,QUANDO ESTA ATACADA,EU QUERIA SABER DOUTORA MARIANA QUE ESSE COMPORTAMENTO É TIPICO DE UMA PESSOA QUE ESTA SOFRENDO DE ESQUIZOFRENIA OU NÃO É, E TAMBÉM SE EXISTE TRATAMENTO GRATUITO PARA ESTA SINDROME???

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  3. Graziela diz:

    Olá,
    Tenho um vizinho aqui, que no inicio quando vim morar aqui não percebi que ele tinha problemas com bebidas, mais aí ele veio um dia ali no muro e me deu um papel com um telefone, dizendo que ia passar uns dias com a família dele. ( ele mora sozinho)
    Passaram um 2 meses ele voltou, aí sim percebi que ele era viciado em bebida, meu Deus !!!! Amanhece bebendo, e fica o dia todo até a noite bebendo.
    Certa vez, eu estava pendurando roupa em cima do banquinho, escutei um barulho, quando olho, ele só de cueca, e ele viu que eu estava ali, não demorou muito ele ficou pelado, eu fiquei paralisada, e só desci do banquinho, quando ele se retirou, depois de uns 3 dias aconteceu a mesma coisa, aí peguei o numero de telefone que ele tinha me deixado da outra vez, e liguei pra esposa dele, e contei o acontecido, ela se desculpou dizendo que não sabia que ele estava assim e bla bla bla,acho que ela não imagina como ele está, e ligou pra ele dizendo que alguém tinha ligado e falado, ele ficou com muita raiva e me chamou perguntando se tinha sido eu que tinha ligado, pq era mentira que ele jamais andaria pelado e bla bla bla, e começou a ameaçar a gente, dizendo que ia dar um tiro em nós. dei uns cortes neles e ele se acalmou, mais ontem, estava eu na minha sala e meus 2 meninos um de 10 e o outro de 2 anos brincando no quarto, fazendo bagunça de criança, ele veio ali no muro e me xingou de todos os palavrões possíveis. não revidei, fiquei quieta, liguei pro meu marido, eu fui até a delegacia pra registra um BO, mais me esqueci dos documentos, saí de casa muito nervosa, na volta decidi deixar assim.
    Mais gostaria de uma ajuda um conselho, o que devo fazer pra ajudar esse senhor ? ele tem mais de 65 anos, bebe D+, está muito pálido e magro não se alimenta, moro a quase 6 meses aqui e vi a esposa dele 1 vez só aqui, eles tem vários filhos, mais nenhum vem ver como ele está. O que devo fazer, quem devo procurar ?
    desde já agradeço

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  4. Vv diz:

    Boa Tarde!
    Alguém sabe me informar quem é considerado responsável perante a Lei, por uma pessoa idosa, de 82 anos, viúva e sem filhos, que já não tem condições de morar sozinha, contudo insiste em ficar em casa, não aceitando ir para uma clinica de repouso?
    Faço este questionamento, pois tenho uma tia nesta situação, ela não tem mais condições de ficar só, mas não aceita ir para uma casa de repouso; eu que sou sobrinha, moro só, trabalho fora o dia inteiro, dependo só de mim mesma… e não tenho condições de cuidar dela.
    Já propus colocá-la em uma casa de repouso, mas sem resultados. Além de me preocupar com ela, temo ser responsabilizada por algum acidente que possa ocorrer.
    Ela anda bastante esquecida, mas não consigo obrigá-la a fazer o que não quer. Quando toco no assunto, ela me enfrenta, briga e diz que não precisa de mim, quando não saí mais de casa nem para comprar alimento.
    Até para isto está dependendo de mim…
    Percebo que nem banho tem tomado e quando comento o fato à ela, fica ofendida e diz que estou inventando..
    Dependo de que ela disponha da casa em que mora para podermos alugá-la e complementar para pagar a clínica, onde ela ficaria melhor assistida. Ela não aceita. Fisicamente é bastante saudável, mas já debilitada em função de idade.
    Não sei mais como agir. Está muito díficil tomar uma decisão, quando o idoso ainda acredita que pode tomar suas próprias decisões, reluta em aceitar que já não pode mais viver só. O que faço? Tenho minha vida, temo que ela adoeça e me obrigue a sair de minha casa´para cuidar dela, que com muito sacrifício consegui montar. Cuidei de meus pais doentes até morrerem…. não suportaria ter de abdicar de minha vida, por conta de uma pessoa que quer fazer o que quer…..eu também quero fazer o que quero, mas estou consciente e ela não…

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    • Isaac de Oliveira diz:

      Vv diz: O seu assunto é o de muitas pessoas hoje em-dia. Com o núcleo familiar cada vez menor, já é difícil os filhos cuidarem dos Pais. E a sua preocupação faz sentido, pois as responsabilidades sempre recai em quem faz.
      E cuidar de incapazes (até:12 anos)a responsabilidade e dos onus (Cível ou Criminal), sobre a criança é toda do responsavel. Mas no seu caso a quem recorrer…
      Estou começando um pré-projeto de TCC e o tema que pensei em abordar é sobre idosos abandonados. Não sei ainda como TE ajudar, mais se tiver alguma matéria sobre este assunto e puder ME enviar ficarei agradecido e da mesma forma se EU puder ajudar com informações o farei.

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  5. Joice Valente de Andrade diz:

    Boa Noite.

    meu avô tem 73 anos e nunca teve uma boa convivência com a família (filhas e netos) mas agora ele precisa de um lugar para morar e por não haver laços afetivos entre ele e a família, gostaria de saber se existe uma obrigatoriedade de cuidar dele em nossa casa ou se poderia coloca-lo em uma casa de repouso para idosos, tendo ele uma condição financeira razoável para sua sobrevivência?

    Responder

  6. Sueli diz:

    Mariana; tenho um Tio que mora em São Paulo, na casa de um amigo há 7 anos. Todos os irmãos moram em outra cidade, e os filhos dele (03) moram na Itália há mais ou menos 15 anos.
    Hoje ele está com problemas de saúde, e seu amigo já não possui condições de ficar com ele.
    Estamos procurando uma clínica para cuidar dele, pois as irmãs são todas idosas (a mais nova tem 68 anos) e com os problemas de saúde que a idade traz.
    Estamos pensando em comunicar os filhos o que está ocorrendo e cobrar a participação deles neste momento. O que você acha?

    Responder

  7. Elisandra diz:

    Achei estes comentários simplesmente SENSACIONAIS… realmente ninguém tem o direito de julgar ou ser julgado.. mas acho que tem tantas saídas antes do abandono.. li varias pessoas colocando que em casas de convivências para idosos ele são bem cuidados…
    poise eu sou estudante de SERVIÇO SOCIAL e faço estagio em uma casa assim.. todos os usuários (idosos)são muito bem tratados, mas la falta uma coisa que só se encontra em casa na FAMÍLIA, que é o amor o carinho aquele abraço afetivo q vc so encontra de um familiar mesmo.. nem sempre so os cuidados físicos são suficientes.
    E O MAIS SENSATO EM SE FALAR AQUI…
    REALMENTE LIDAR COM IDOSOS NÃO É FACIL…MAS NINGUÉM PODE ESQUEcER QUE QDO CHEGA UMA HORA ELES Voltam a ser crinça…

    # CUIDE BEM DO SEU AMOR.. SEJA QUEM FOR

    Responder

    • Mariana Fulfaro diz:

      Obrigada por seu comentário, Elisandra!

      Importante lembrar que nem todas as famílias são estruturadas e querem/podem oferecer amor a seus membros.

      Como profissionais precisamos olhar as histórias com imparcialidade, ou não conseguiremos ajudar todas as partes que precisam de ajuda: o idoso, o filho, o neto, o cuidador…

      As relações que se estabelecem após anos de convívio são complexas e dificilmente uma pessoa de fora, que pegou apenas os últimos dias, meses ou anos desse contexto consegue interferir.

      Se tomarmos parte de algum dos lados, sempre correremos o risco de julgar sem saber de verdade o que aconteceu.

      Bjus

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    • naj diz:

      SENSACIONAL!!

      DAQUI NÃO LEVAMOS NENHUM BEM MATERIAL E NENHUMA CASA FEITA COM MTO ESFORÇO, LEVAREMOS O BEM O AMOR E O PESO DELE OFERECIDO EM PRÓ DO PRÓXIMO E DA CARIDADE!!!!

      # AMAI-VOS UNS AOS OUTROS, COMO EU VOS AMEI! Assim diz o Pai Eterno#

      Responder

    • Maria Alberly diz:

      Minha querida falar cuide bem do seu amor seja quem for são palavras bonitas.
      Mas no dia-a-dia cada um sabe onde o calo aperta.

      Responder

  8. Vv diz:

    Gostaria apenas de pedir uma sugestão:
    Que decisão seria mais correta tomar se tenho uma tia idosa, sem filhos, sem condições de ficar só, mas não admite sair de sua casa para ir para uma casa de repouso, mesmo que nós sobrinhos nos comprometemos a assumir parte das despesas? O que fazer? Devo sair do meu trabalho que paga meu aluguel, minhas contas, meu convênio médico e ainda tenho anos para me aposentar, e cuidar dela que vive do salário mínimo? Seria isto a caridade, para uma pessoa que sempre fez o que quis da própria vida, e a minha vida hoje não conta? Pois saibam, sou sozinha, não me casei, e vivo do meu salário, e amo meus sobrinhos e desejo imensamente a felicidade deles, não admitiria que eles deixassem de viver as próprias vidas para viver a minha velhice. Quero sim que eles apenas me proporcionem um lugar tranquilo para que eu poss viver minha velhice.

    Responder

    • Elisandra diz:

      Me Desculpe Vv, realmente não é justo vc largar mão de tudo para cuidar d uma pessoa idosa… mas vc jah parou para pensar o qto ela ja cuidou de vc?
      ja q vc e seus primos jah se comprometeram de ajudar nas despesas para ela ficar em uma casa de convivencia de idosos, pq vcs nao pagam uma pessoa pra ficar com ela em casa? existe tantas pessoas qualificadas para isso…
      e assim vcs estariam fazendo um gostinho para ela continuar na casa dela e seria BOM PARA AMBAS AS PARTES..
      #FICAADICA

      Responder

  9. Janaína Leite diz:

    Bom dia, Mariana!!!
    Bom, sou graduando em Arquitetura e Urbanismo. E o meu tema para o meu TFG é justamente sobre uma Instituição de linga permanência para idosos.
    Confesso, que pensei que esse tema ao qual escolhi seria um tema fácil, no entanto ao ler estes relatos, percebi a complexidade do caso, pois tenho em minha familia minha vozinha que hoje para todos nós da familia já voltou a ser uma criança pois ela já esta em uma fase que já não fala coisas com sentido. Só que pra nós ela em momento algum passou a ser um peso em nossas costas, pois ela já se dou em favor de seu filhos, e ao meu ver agora é a hora deles(nós) cuidarem(cuidarmos)dela!!!
    Em meio a tudo isso (posso até está sendo grossa), mais para mim nada justifica, a pessoa dizer que não tem tempo, paciência, para cuidar de seu pais, porém cada um de sai de suas situações do jeito que podem!!!

    Só tenho a dizer o seguinte!!! “Hoje são eles, mas amanhã, será VOCÊ!!!!
    Bjão!!!!

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  10. Eduardo diz:

    Mariana, primeiramente parabéns pelo site e pelo trabalho realizado.

    Minha família está vivendo um dilema: meus avós estão com mais de 80 anos, inclusive meu avô sofreu um AVC na última semana. Meus avós moram na capital, e o desejo da minha família sempre foi levá-los para o interior, onde poderiam morar perto das duas filhas e receber mais cuidados.

    A intenção não é que eles morem junto, mas apenas na mesma cidade. De forma simples e direta, até onde vai o nosso direito em decidir onde eles devem morar?

    É uma decisão extremamente difícil e eu gostaria de uma orientação a respeito de quais fatores pesar e como fazer com que isso não seja tão invasivo na vida deles.

    Muito obrigado!

    Responder

  11. Elaine diz:

    Olá Mariana! ?Minha mãe tem 64 anos, tem artrite e neuropatia, segundo os médicos que cuidam dela, causada pela depressão. ela mora sozinha em São Paulo, eu moro com marido e 3 filhos em Araraquara. Sei que ela não tem condições de ficar sozinha, mas também não tenho condições de viajar para São Paulo pois estou com muitos problemas financeiros, não tenho carro e viajar de ônibus fica impossível já que sai muito caro ir com as crianças e não tenho com quem deixá-los aqui. As pessoas me julgam muito mal, minha prima que mora perto da minha mãe passou meu telefone pra diversos conhecidos, que ligam sempre aqui em casa me hostilizando e cobrando soluções que no momento não tenho. Minha prima chegou a fazer uma denuncia a uma assistente social dizendo que eu abandonei minha mãe. Não sei o que fazer, pois ainda que eu a busque para morar conosco, não tenho condições financeiras para proporcionar a ela os tratamentos médicos que ela tem lá em São Paulo, moro de alugue, casa pequena, ela perderia o convênio médico, pois o convenio dela só abrange São Paulo, e adquirir um outro convenio aqui seria loucura, já que tem a questão das carências e da doença pré existente. Estou quase ficando louca, vivo no pronto socorro com crises hipertensivas causadas pelo nervosismo. Amo minha mãe mas preciso criar meus filhos. Então antes de julgar alguém, as pessoas deveriam procurar saber o que se passa. Resolver os problemas dos outros do lado de fora é fácil, fazer é muito dificíl.

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  12. OSWALDO MARTINS diz:

    Estou entrando na casa dos 65 anos de idade,mas já estou sentindo o descaso
    e o isolamento por parte de alguns filhos (as)principal [Ana Cristina]muito
    raivosa e agressiva,Gutenberg,simplesmente se afastou da família,mora em
    São Pedro da Aldeia,para ele só existe o filho e a esposa.É muit triste ver
    um idoso abandonado,dentro do próprio LAR ou em ABRIGOS e ASILOS,é covardia
    e ingratidão.Netos,filhos,e outros pa\rentes sanguessugas se apossam da
    aposentadoria dos velhinhos e enchotam os mesmo do conforto do lar.
    Assim caminha a humanidade [pessoas diabólicas]carrascos das pessoas sem
    forças de reações,mas que já foram verdadeiros guerreiros (as)suor,força,
    muita luta, e conquistas para o bem estar da família…

    Responder

  13. ZECA diz:

    MEUS QUERIDOS,
    TENHO 49 ANOS JA ESTOU SENTINDO A VELHICE PELO O VALOR DAS PESSOAS
    ENQUANTO EU DIGO: POR FAVOR- OS OUTROS ME RESPONDEM TA BOM VELHO CHATO

    Responder

  14. Solange diz:

    Não tenho parentes em asilos, mas costumo visitar casas de repouso para idosos.
    A maioria se sentem bem onde estão, sem atrapalhar a privacidade da família e com pessoas de sua faixa etária para dividir experiencias.
    Para os que não são visitados por seus familiares qualquer visita é um ato que muda seu dia, já que assistem outros serem visitados.
    Deixar um idoso em asilo não é mal algum.
    Deixá-lo sem o acompanhamento familiar, visitando-os periodicamente, ou quando a ocasião permitir, é desumano.
    E deixará o exemplo para os filhos.

    Responder

  15. leonardo uchoa diz:

    tenho uma avó com 75 anos ela nao esta com a cabeça boa, voces me entendem? ela tem dois filhos nenhum deles querem saber dela, ela é uma pessoa dificil de se lidar e conviver e para desgraça dela sua casa em que vivi com ela ate alguns anos atras pegou fogo, agora perambula pelas ruas sem nada, vive de caridade e quando vem na casa da minha mae ou minha irmã ela é enxotada com animal,estou com 27 anos moro de aluguel com minha esposa e minha sogra, casa pequena 1 quarto e sala infelizmente nao da pra ela ficar, apesar de nao nos falarmos eu nao acho justo que no fim de sua vida ela nao tenha um minimo de dignidade,preciso que alguem me aconselhe no que eu possa ajudala ja que nem seus filhos ou netos querem lhe ajudar, fui na policia mas eles disseram que nao poderiam fazer nada, fui na assistencia social do municipio tbm lavaram as maos,tenho medo do amanha, pois oq ela ta passando hoje, eu possa passar amanha!meu email kazuki@animalog.com.br mandem qualquer conselho

    Responder

  16. Sevanira diz:

    Resolvi comentar pq cuido da minha mãe a 2 anos agora com Mal de Alzheiner, e a mais ou menos 15 anos com depressão bipolar,issso td depois que meu pai faleceu.Hoje estou sem vida propria só cuidando dela,tenho ajuda agora 2 vzs por semana de outra pessoa mais o resto é só eu e as vezes meu irmão ajuda,ele mais com a grana e eu com os cuidados sou casada com 2 filhos ja sou avó tbm..mas não é facil as vezes tenho que tomar calmantes, e vou no psiquiatra tbm e psicologo,me sinto muito mal as vezes sozinha e outra precisa trabalhar,pra ajuda em casa, mas não posso, não tenho com quem deixar minha mãe.
    As vezes as pessoas criticam quem deixa em cs de repouso,mas as vezes eles são melhores cuidados do que nos, tem enfermeiras 24 hrs.Sei que estou cansada..vamos ver até onde aguento, ainda bem que sou um pouco nova posso ague
    ntar mais, coitado do meu marido as vezes não tenho tempo pra ele ..

    Responder

  17. jamiy diz:

    Eu acho horrivel abandonar idosos em um azilo ou mudar de cidade e deixar eles lá é muito feio isso bjs tchau tchau

    Responder

    • Vv diz:

      VOCÊ É A FAVOR DE LARGAR TUDO, PARA CUIDAR DE PESSOAS QUE JÁ VIVERAM SUAS PRÓPRIAS VIDAS DA FORMA QUE ESCOLHERAM?

      ACREDITA QUE DEIXA-LOS AOS CUIDADOS DE PROFISSIONAIS HABILITADOS SEJA ABANDONO? EU CONSIDERO ISSO CUIDADO, PREOCUPAÇÃO, ASSISTÊNCIA….

      Responder

      • Mariana Fulfaro diz:

        Olá, Vv!

        Você já conseguiu resolver o problema com sua tia?

        Abraço

        Responder

        • Vv diz:

          Olá Mariana, como está?
          Estamos visitando algumas casas de repouso , de forma que ela fique bem assistida. Contudo, confesso que cada vez que visito estes lugares saio de lá muito abalada, pois não é uma decisão fácil.Mas deixá-la só também não é a solução.
          E o mais dificil ainda é abordar o assunto com uma pessoa apegada à casa e que não admite que tem lapsos de memória, não percebe e não compreende…dificil assumir a responsabilidade pela vida do outro, não é?
          Ainda estamos trabalhando esta condição conosco mesmo,
          tudo na sua hora.
          muitíssimoobrigada por perguntar.
          Um grande abraço.

          Responder

      • João Antonio diz:

        Prezada Senhora Vv, preciso de sua autorização para copiar a historia que tanto aflige a vida de brasileiros.
        Explico melhor: somos uma corretora de seguros e notamos que alguns idosos estão na mesma situação que a sua tia. É necessário uma analise de cada caso, mas entendemos que o melhor é a presença da família. Porém a família que antes existia nos formatos avôs, tios, primos e irmãos, hoje não é comum. A disponibilidade de cada um dos parentes também não existe, além da vontade é preciso de especialistas, médicos, enfermeiros e quando não internações, cirurgias além da infinidade de exames e suas dietas especiais. Um grande coração como o seu, a sobrinha cuidando de uma tia com 80 anos, chamou minha atenção. Sem citar nomes e locais gostaria de contar sua história. Um grande abraço. João Antonio

        Responder

  18. Vv diz:

    Querida,
    estou numa situação angustiante.. Tenho uma tia com 80 anos , viúva e sem filhos. Mora sozinha e tem uma saúde fisica privilegiada. Contudo, de uns 2 anos para cá, notamos que ela tem tido muitos esquecimentos, o que tem piorado dia a dia. Eu tambem moro sozinha e trabalho fora. Eu e minha irmã que é casada e cuida de um marido recém recuperado de um avc, é que damos assistência à ela. Mas percebemos que ela já não pode mais ficar só. Não sabe mais lidar com dinheiro, não tem ido ao supermercado, esquece de comprar os mantimentos e até de tomar banho. E ainda por cima, diz que dissemos que coisas que não falamos. Dos 18 aos 19 anos cuidei de meus pais que tiveram câncer, que morreram um após o outro, e confesso que não tenho condições emocionais de sair de minha casa para cuidar dela e tb dependo do meu trabalho.
    Sinto que teremos que tomar a dificil decisão de colocá-la numa casa de repouso, que nem condições financeiras temos para isso e sei que virão muitas criticas.
    mas não vemos outra solução, creio que numa casa de repouso ela estará em mais segurança, com profissionais preparados e pessoas a lhe fazer companhia. Não pretendemos esquece-la, mas também não podemos abdicar de nossar vidas. Só queria contar o outro ladoda situação. Obrigada pela atenção.
    vv

    Responder

  19. Monica diz:

    Eu acho que gente difícil não muda com a idade. É melhor não julgar familiares pois hjá idosos que são verdadeiros tiranos, só se comportando bem cf a conveniência.

    Responder

  20. lucia diz:

    Olá,adorei sua matéria, estou pesquisando sobre idosos abandonados por seus familiares para o meu tcc do curso de serviço social,gostaria que me indicasse alguns livros.

    Responder

  21. Fernanda Franca diz:

    Interessante, quanto mais vivo, mais aprendo que o ser humano eh igual nao importa a origem, cultura, religiao. Vivo na Inglaterra para concluir estudos e, na rua em que moro, presenciei um filho levando seu pai, em cadeira de rodas, para dentro de uma casa de cuidados para idosos.

    Quisera nao entender sequer uma palavra em ingles como agora compreendo para nao o escutar dizer ao filho, em tom de lamento, como estva triste por nao ter pernas e voltar atras, e lhe dizer que um dia este filho, sem saber andar, foi carregado em seu colo.

    Sou visivelmente estrangeira, nao deveria ter parado para assistir, e nao eh de minha conta em nenhum lugar, nem aqui, nem em minha terra, julgar as atitudes das pessoas, suas necessidades e seus porque>s.

    Pessoalmente, sobre este assunto, minha opiniao eh a de que nao importa se o idoso foi bom ou ruim enquanto jovem, se maltratou os filhos, se nao os maltratou. No meu entendimento – e na experiencia de viver em uma familia bem grande onde se encontram variados tipos de padroes comportamentais, dos altruistas aos mais egoistas – a unica verdade que deve prevalecer eh a da crenca em que nao se paga desamor com desamor.

    Uma pessoa que tenha sido ruim, deveria ter precisado de ajuda, pois nao acredito que o ser humano nasca ruim, mas a vida pode molda-lo a semelhanca das ruindades impostas ou promovidas, e se nesse percurso a pessoa nunca encontrar compreensao e afeto, soh piorara. Considerando isto, nao compreenderia jamais, mesmo que alguem tivesse sido pessimo pai/mae, ser deixado de lado.

    A vida eh assim tao curta, e a grande beleza em vive-la esta em que possamos ter ao nosso redor as pessoas que nos amam, e se elas nao nos amam perdaram a oportunidade de conhecer o sentimento mais sublime e por isso mesmo, precisam de mais companhia. A grande beleza eh passar por tudo de dificil e nao perder a ternura. Que bom seria se todos lembrassem de que um dia serao idosos, e que bom seria se mesmo aqueles que foram maltratados por quem hoje em dia eh idoso, um dia dependeu do mesmo de uma forma ou de outra e entao desde o inicio nao deveria ter sido um total abandono a sua vida.

    Parabens a voces que proveem o amor a pessoas idosas – estranhas, conhecidas – oferenedo aquilo que alguem por rancor, por falta de tempo, necessidade, ou descaso, esqueceu de prover…e esqueceu que a vida soh tem sentido se vivida com amor ao proximo. O amor, o guia de cada um de nos atraves dessa breve vida para uma morte feliz e sem culpa.

    Responder

    • Vv diz:

      Fernanda..como está?
      Concordo plenamento com vc., contudo muitas famílias não têm condições de cuidar integralmente de uma pessoa que a cada dia necessita de mais cuidados. Quando crianças , vivemos naos cuidados de nossos pais , babás, mas a medida que crescemos vamos formando nossas personalidades e nos tornando independentes; já idosos, com a personalidade petrificada, a cada dia precisaremos de mais cuidados… Assim, creio não ser capaz de julgar as famílias que por algum motivo decidem por deixar seus idosos aos cuidados de pessoas mais preparadas.. Não considero abandono, mas sim cuidado!!

      Responder

  22. marta de almeida santos diz:

    preciso de ajuda pois o meu trabalho de graduação é sobre abandono de pessoas idosas porque isso sempre me incomodou desde criança e preciso de textos e livros , obrigado se puder me ajudar abrç.

    Responder

  23. vaneuza diz:

    Estou fazendo pesquisa sobre os idosos, faço Serviço Social e gostaria muito saber sobre os idosos. Ao ver sua colocaçao sobre essa questão fique também chocada sobre a realidade daqueles que fazem tanto e no final acabam de uma forma tao triste, infelizmente não somos nós que teremos que julgar e sim Deus. Agora sou adepta da frase que muitos conhece que é o que fazemos pagamos. Por favor me de um retorno. Obrigada.

    Responder

  24. Zeze Aquino diz:

    Não podemos julgar a familia, mas devemos ajudar quando podemos. Já convivi com idosos dificeis, mas não abandonei pois, sinto muita pena. Minha mãe por exemplo, tem 82 anos, as vezes é teimosa e cheia das vontades. Procuro ter toda paciencia que eu puder, tenho até um estoque bom de paciência. Mas eu me culpo as vezes por mimá-la demais, excesso de carinho, renuncio a minha propria vida prá cuidar dela que sofreu uma queda e se recupera de fraturas na coluna. Mas graças a Deus ela está andando, so não faz o que fazia antes como cozinhar e principalmente não a deixo mais sozinha quando vou para o trabalho.
    Pelo menos faço a minha parte, dou todo o carinho, atenção e respeito à ela pois, ela me gerou, cuidou de mim quando criança, agora tenho que retribuir todo amor e carinho recebido, é um laço muito forte o amor de mãe. Mais um detalhe, sou filha única portanto, não tenho com quem dividir essa responsabilidade. Essa missão é minha mesmo.

    Responder

  25. Ana Carolina diz:

    Olá, estou fazendo minha monografia e o tema é abandono ao idoso, gostaria que me indicasse alguns livros.

    Obrigada

    Responder

  26. Edson Oliveira diz:

    Mariana, boa noite

    Ter pena dos idosos não basta. É preciso sair da nossa Zona de Conforto e dar atenção a eles. Gastar uma hora por semana ou até mesmo uma hora por mes, não mata ninguem, por mais ocupado que seja. Tenho visto pessoas gastando horas e horas nas igrejas rezando, fazendo novenas, vigilias e outras obras cristãs, porém esquecem de estender sua mão ao próximo. A caridade é a melhor maneira de chegar próximo aos ensinamentos de Cristo.
    Faço um apelo. Se voce tem pais, avós, tios, amigos ou mesmo vizinhos e até mesmo desconhecidos idosos, vá até eles e disponha de um tempinho de atenção. Ouvi-los é muito importante. Garanto que voces vão ficar encantados com a história de vida deles.
    Em 2050 seremos 25% da população de idosos. Cultive esse hábito. Faz bem a você a eles e somente através das ações e exemplos poderemos fazer um mundo melhor.

    Responder

  27. Alberto Mariano Filho diz:

    Olá Mariana,

    Há três dias, um idoso abandonado está morando na rua em frente a minha casa no Cambuci – SP. Estamos muito preocupados com ele, pois já tem idade e tem passado muito frio durante a noite. Tem algum lugar que possamos encaminhá-lo ?

    Grato,

    Alberto.

    Responder

    • Helena diz:

      Oi Alberto, vc tem noticia do velinho? aqui na Bahia fazemos um trabalho simples, temos uma casa onde acolhemos pessoas abandonadas, inclusive tem um aqui de Sorocaba, estamos tentando localizar a familia. Me dê noticia do velinho.
      Helena

      Responder

  28. Dayana Ligia diz:

    Ola, estou fazendo meu projeto e o tema é idoso e abandono familiar vc poderia me ajudar indicando alguns livros agraceço, bjs

    Responder

  29. ELISABETE MATOS DA SILVA COSTA diz:

    Começarei meu projeto do TCC e o tema é “QUAL A MAIOR INCIDENCIA DE ABANDONO DE IDOSOS PELAS FAMILIAS NOS ASILOS”, e lendo os comentários dá para perceber quão é longo este percurso, o lado da familia e o do idoso. Gostaria, se possível, uma indicação da abrangência da área a percorrer.

    Responder

  30. Dayana Ligia diz:

    Poxa gostei muito da matéria pois estou fazendo o meu projeto da faculdade sobre abandono de idoso, pois amo minha mãe e minha vo embora ñ esteja mais conosco sou apaixonada por ela e ñ largaria ela em uma casa de repouso, embora muitos optam por isso.

    Dayana Ligia

    Bjs

    Responder

  31. Avarilda Póles diz:

    Olá,adoorei sua matéria,porém,sou crítica demais no aspecto julgar as pessoas;concordo com algumas que disseram que nós não sabemos porque ela esta abandonada então n precisamos ter pena.Mais por toda via entretanto,Devemos amar o próximo.Digo isso pois também tem pessoas aqui que já provavelmente fizeram algum tipo de ‘preconceito intelectual’com uma velhinha inocente abandonada.

    Bjinhos,
    Avarilda Póles

    Responder

  32. Claudio diz:

    Os filhos da mãe

    Vinda de outra mãe, a nossa, nos deu a continuidade para o ciclo da vida.

    Mas será que a mãe só serve quando a visitamos, depois de casados, para saborear sua
    comida gostosa, ouvir sua preocupação com o nosso dia a dia, vê-la lavando louça para manter o visual da casa aconchegante? Em muitos casos parece que sim, pois muitas mães ficam doentes e muitos filhos parece esquecer-se do gosto da sua comida, do brilho da louça lavada e ela não precisa mais saber dos seus problemas. Ai começa uma fase em que a mãe nunca esperou dos filhos: as articulações entre si para blindar-se do compromisso de acolher quem está necessitando.

    Uns alegam que não tem espaço físico na casa para cuidá-la (esquece que na casa da mãe sempre cabe mais um filho), outros dizem que não tem tempo mas podem ajudar com dinheiro se preciso for (esquece que o dinheiro não é tudo que ela precisa), outros dizem que já fez sua parte em outras necessidades anteriores (esquece que a mãe vai precisar de ajuda até o seu fim). E a mãe continua doente, precisando de ajuda. Com quem então ela pode ficar? Com alguém ela tem que ficar. E ela acaba ficando com alguém, mas, por quanto tempo? Digamos que ela fique o resto de sua vida com um só filho será que estará resolvido o problema? Para mãe, com certeza não, pois ela vê e sente tudo mesmo sem poder se expressar mas, o que adianta se expressar se ela não pode mais opinar sobre a vontade dos filhos.

    Esse tipo de comportamento deixa pairado no ar que ela já não vale mais nada. O que resta para ela é esperar o ciclo de sua vida se fechar pelo menos sem sentir mais dor.

    Se tiver que ir mãe, vá, vá contruir outro lar, pois um dia vou chegar e cuida outra vez de mim assim como cuidei da senhora.

    Responder

  33. Milenka Ferrer diz:

    Olá!
    Cuidei de minha avó em seus últimos anos de vida!
    Ela sempre manifestou a vontade de que, com as economias de sua vida, eu montasse uma casa de repouso para prestar serviços aos idosos e suas famílias, com carinho, amor e respeito, que acredito ser o objetivo principal antes de um negócio rentável e muito necessário nos tempos atuais!
    Mas em minhas inúmeras pesquisas com relação a montagem da casa de reposo, me deparei com um problema ou melhor impedimento, que tem me feito repensar muito com relação a esse desejo de minha avó já falecida! O abandono do idoso! Neste caso qual seria o procedimento de uma casa de repouso? Já que as mensalidades não seriam pagas? Para onde se encaminham os idosos! Pois devemos pensar que o objetivo do negócio é a qualidade de vida do idoso, mas não podemos esquecer que não se sustenta um negócio somente com bons propósitos!
    Agradeço se me derem uma luz!

    Responder

    • Mariana Fulfaro diz:

      Olá, Milenka.

      Pelo o que você contou, para realizar o sonho de sua avó você terá que receber ajuda de custos, não? Sugiro que procure algumas ONGs e converse com eles. As ONGs costumam saber como captar recursos para montar projetos sociais. Talvez possam te ajudar.

      Mas já vou adiantando que o que você quer fazer não é nada fácil e exigirá muita, muita dedicação. Antes de levar esse sonho a diante leve em conta o quanto quer fazer disso um projeto da SUA vida.

      Responder

    • Helena diz:

      Olá Milenka, é muito importante cuidar do próximo, achei lindo seu comentario. Aqui em minha cidade realizamos um trabalho muito simples de amor aos irmãos, se vc aind tiver esse sonho, posso de ajudar com um pouquinho de experiência.
      Um abraço

      Responder

  34. alexandre diz:

    A senhora esta a cuidar de duas senhoras uma acamada e uotra deficiente da qual se ausenta da sua residencia deixando estas fexadas em casa po longas horas na penide em barcelos areias 2ºdt

    Responder

  35. liciane diz:

    tenho uma sogra de 80 anos que eu tendo ser amigavel com ela mais não da ela e muito chata mim ajude como poço melhora com ela.

    Responder

  36. Márcia Rezek diz:

    Verdadeiramente as relações sociais e familiares são muito complexas de se entenderem visto que, acontecem embuídas em mecanismos próprios que podem fortalecer ou não os vínculos afetivos e relacionais, sobretudo no caso de crianças de 0 a 6 anos e idosos. Daí estou de pleno acordo quando é ressaltado a importância de utilizarmos os preceitos legais estabelecidos no ECA e no Estatuto do Idoso.
    Bjs
    Márcia Rezek

    Responder

  37. Camila Tardelli diz:

    Ps. Eu disse que não dá pra “pular temas” porque na vida, em várias outras situações, os alunos se deparam com essas temáticas. Por isso os professores não podem fugir, mas devem encará-las e ter consciência (e delicadeza) no seu trabalho.

    Responder

  38. Camila Tardelli diz:

    Ai, Mari. Te entendo. Mas às vezes fico doidinha com algumas situações…

    No começo do ano eu trabalhei o tema de memória familiar com uma turminha. Na primeira parte do trabalho, os alunos visitaram asilos e entrevistaram idosos, depois de termos algumas aulas sobre o tema (memória). Li para eles a história de Seu Ariosto, um senhorzinho que nasceu no começo do século XX, na cidade de São Paulo. História de vida que foi regristrada pela Ecléa Bosi no livro “Memória e Sociedade – Lembranças de Velhos”. Depois, eles leram o livro “Velhos Amigos” (que é de literatura juvenil, elaborado pela mesma autora). Então, fizeram entrevistas com os pais e demais parentes e escreveram um ‘livro’, contando a história da família (histórias dos bisavós, avós, pais, tios, irmãos…). Falaram sobre gostos, costumes, perdas, alegrias, medos, mudanças etc. etc. Os trabalhos ficaram lindos. No entanto, um aluno não fez o trabalho. Me disse que a história dele era uma desgraça. Fiquei apreensiva. Ele me entregou um textinho curto, no último dia de aula do trimestre, contando que a mãe casou e foi morar em outro país e teve outro filho lá. Quando li, fui conversar com a coordenadora, que me contou que era verdade, a mãe casou, o marido não quis o filho que ela teve antes, e ela se foi. O pai do menino não quis ficar com ele e ele fica uma parte do tempo com uma avó e depois com outra. Pode? Pra mim foi difícil não julgar. O sofrimento do meu aluno (e a minha demora para descobrir que o tema o agredia muito) me magoou bastante. Histórias de alunos me ferem… Mas aos poucos a gente vai percebendo qual é o limite, até onde podemos ir, ajudar, qual é o nosso papel como profissional. Aprendi de que maneira devo abordar alguns temas em sala de aula. Não dá para pular temas, tirar do calendário, por exemplo, o dia das mães, porque alguns alunos não têm mãe…

    Nesse episósio que contei, depois de alguns dias fiquei mais calma, mas confesso que na hora eu pensei: que mãe é essa? E fiquei muito chateada…

    Imagino que com você seja um pouco parecido… A gente sempre acaba se envolvendo com as pessoas… Trabalhar com gente é assim. E é por isso mesmo que escolhemos esse trabalho, eu acho.

    Um beijo e um abraço apertado

    Responder

    • Mariana Fulfaro diz:

      Mais uma vez concordo com você. Não podemos pular temas.

      Acho que essas duas histórias se aproximam muito com relação ao sofrimento e ao abandono, nos dois casos podemos inclusive lançar mão de instrumentos legais, como o Estatuto da Criança e o Estatuto do Idoso.

      Bjus

      P.S.: Estou lendo esse livro da Ecléa Bosi! rs

      Responder

  39. Bruna V. Baviera diz:

    Partilho da angústia vivida por você Mari, por trabalharmos no mesmo ambiente e por ter acompanhado seus atendimentos com Dona Mitiko…confesso que também me afeiçoei a essa senhora, que cheia de simpatia me conquistou no dia em que a vi segurando a colher e comendo sozinha com expressão de orgulho.
    Nós que lutamos tanto para dar o melhor para os nossos pacientes, sempre ficamos indignadas ao ver o descaso dos familiares – que teoricamente são os que devem estar mais próximos do paciente nos momentos angustiantes da internação.
    Concordo com o que você diz: não devemos julgar a família, pois não sabemos o que se passa no dia-a-dia deles.
    Cabe a nós, profissionais de saúde, lidar com a frustação e com os nossos limites e fazer o possível para melhorar a qualidade de seus últimos anos…

    Responder

  40. Renata Pinheiro diz:

    Mariana, há alguns anos, atendi duas pacientes em um asilo. Eu sentia bastante principalmente por causa de uma das senhoras, praticamente abandonada pela família, raramente iam vê-la. Não conseguia entender como deixavam pais ou avós assim – amo minha família e não acredito que conseguiria colocá-los em um asilo. Sempre que ia até lá, chegava em casa triste por isso, me sentia muito mal. Até que conversei bastante com minha mãe, e ela me falava o mesmo que você comentou. Não dá pra julgar as atitudes de uma família que você não conhecer, porque você não tem como saber tudo o que aconteceu. Minha mãe falava: “Você sabe se ela batia muito nos filhos? Se ela era atenciosa com eles? Se ela também não os abandonou?”
    A partir disso, por mais que continuasse sendo difícil vê-las sozinhas, aprendi a não julgar e fazer por elas o que podia: dar o melhor atendimento que eu conseguisse e, assim, levar um pouco mais de conforto para elas.

    Responder

    • clenes socorro costa ferreira diz:

      Mariana, estou pesquisando sobre idosos abandonados por seus familiares para o meu tcc do curso de ciências sociais, e cada vez que leio um artigo sobre essa pratica de abandono ou tenho contato direto com essas pessoas que na maioria das vezes são verdadeiros farrapos hgumanos excluídos da sociedade e do convívio social familiar, mais, me impressiono com a capacidade do ser humano de descartar seus idosos, como se fossem mercadorias com prazo de validade vencido, sem nenhuma utilidade, neste mundo capitalista em que vivemos, globalizado, informatizado, e nada tradicional.
      Como disse a Renata, o que podemos fazer por esses idosos rejeitados e abandonados por suas famílias e pela sociedade, é tornar seus dias mais fácies, menos dolorosos, e mais felizes, a final não podemos julgá-los , pois se no passado erram com seus filhos, foi tentando acertar.

      Responder

      • Lucia diz:

        Pois é Mariana e Renata e Clenes estou me sentindo exatamente assim,
        por não ter tido filhos cuidei de meus pais com doenças prolongadas e agora não localizo um abrigo como moradia para minimizar a exclusão, se souberem me encaminhar para alguma proposta de abrigo eu agradeceria, a hipotese de carma não me convence pois sempre amei a benignidade e procurei atender a todos que necesssitavam de algo a meu alcance

        Responder

        • Maurício Cerqueira diz:

          Lúcia, em Fipenses 2.21 no NT diz que todos buscam o que é seu (seus interesses)e não o que é de Cristo Jesus. Todos dizem que tem fé, carnal ou espiritual? Todos dizem que crêem em Deus? No deus que o mundo fez ou o que fez o mundo? A diferença é total. Em II João 9 Nos diz:Todo aquele que prevarica (transgride as leis, os mandamentos), e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Ver João 5.39; Josué 1.8,9
          Perseverar não é ler. É persistir, insistir, mergulhar de cara na Palavra com todo zelo. Pena que pouquiiiissimo querem fazer esse sacrifício. E Deus não tem compromisso com quem não tem compromisso com Ele. Amém. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

          Responder

        • Helena diz:

          Lucia, aqui na minha cidade realizamos um simples trabalho, com idosos e psiquiatricos, caso eu possa te ajudar, terei imenso prazer. Deus abençõe!

          Responder

        • Elisandra diz:

          oi lUCIA de que cidade vc é?

          Responder

      • talyce diz:

        ola acabei de ver o seu comentario e não pude deixar de responder. estou pesquisando sobre abandono do idoso para meu projeto de pesquisa do curso de serviço social mas é para mostrar para pessoas que dizem como voce que não é bem assim que funcionam as coisas. Sempre existe os dois lados da moeda e como voce bem deve saber não existe uma verdade absoluta. Sempre me incomodei com comentrios do tipo:como podem abandonar os pobres velhinhos dessa forma?
        Então devemos perguntar tambem: como pais conseguem bater em seus filhos até que os mesmos desmaiem e isso sendo os filhos tão pequenos que não conseguem nem correr? como mães conseguem permitir que pais ou padrastos violentem suas filhas de 4 até 12 anos e não tomar nenhuma atitude? como essas mesmas mães conseguem deixar seus filhos com estranhos para poder seguir sua vida como se nunca tivessem tido filhos? e mesmo assim não quero que pensem que estou julgando-as.Em toda minha pesquisa entrevistei muitos filhos que tem mães, pais, avós em asilos e acredite, encontrei cegos por ter levado muita surra, pessoas com problemas de audição por muitos puxões de orelhas e até mancos que pais quebraram a perna. Não venho com esse comentario justificar embora é o que parece, mas minha intenção é mostrar exatamente o que disse no inicio, nunca existe apenas um lado da moeda e não é porque adoro a minha mãe e jamais a abandonaria que vou ver as coisas apenas pela minha otica. muitas vezes não queremos ver aquela pessoa porque a queremos mal, mas porque olhar pra ela nos traz todos os traumas que queremos desesperadamente esquecer.vou deixar um comentario que vai parecer de estremo mal gosto mas é realidade: os canalhas tambem envelhecem…..

        Responder

        • Mariana Fulfaro diz:

          Obrigada pela visita e por deixar seu ponto de vista, Talyce! :D

          Responder

        • cassiano diz:

          Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.
          Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

          lembre-se que você também envelhecerá e tendo esse pensamento pode ser acometido com o mesmo tratamento, pois não é porque eu sofri na vida que eu irei transmitir sofrimento, mesmo para aqueles que de alguma forma me fez sofrer,
          vamos quebrar esse circulo vicioso.

          Responder

        • cassiano diz:

          os canalhas tambem envelhecem…..
          INCLUSIVE VOCÊ

          Responder

    • Zeze Aquino diz:

      É verdade, não é porque é idoso que ele sempre foi bom. Claro que uma pessoa idosa é frágil mas, as vezes é mais facil um desconhecido praticar uma caridade caridade com um idoso do que alguem da propria familia. Principalmente se esse idoso na juventude ou na maturidade foi uma pessoa dificil de se conviver.
      Não dá prá julgar ninguém, e a gente tem o que merece. Ninguem além da própria familia sabe o passado dos seus idosos.
      A gente que desconhece o passado deles é que devemos ajudar.

      Responder

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