Imagine uma doença que faz suas mãos e pés tremerem, você ter dificuldade para se mexer – inclusive para andar – e faz sua voz mudar, deixando você pouco a pouco dependente. Essa é a doença de Parkinson.
As coisas se tornam críticas quando fica difícil para trabalhar e fazer atividades simples, como tomar banho e trocar de roupa. Sem falar na memória que também pode ser atingida por esse problema que ainda não tem cura.
Contudo, apesar de assustador, é preciso sempre ter em mente que com acompanhamento de profissionais de saúde e apoio é possível continuar realizando as atividades diárias e todas as coisas que consideradas importantes pela pessoa. Uma prova disso é o ator Paulo José, da rede Globo, que tem Parkinson há mais de 15 anos e continua trabalhando a todo vapor.
Contando um pouco sobre as fases de algumas doenças, passei a receber dúvidas sobre como cuidar em casa de idosos que estão acamados.
Sou terapeuta ocupacional e só posso responder às dúvidas sobre a minha área. Por isso resolvi criar uma seção nova aqui no blog, a de “entrevistas”. Assim posso trazer a contribuição de outros profissionais de saúde.
E claro, para fazer jus aos pedidos de vocês, ela vai ser inaugurada com um tema que deixa muita gente angustiada: alimentação do idoso acamado.
Para tirar as dúvidas sobre esse nebuloso tema convidei a Dra. Diana U. C. de O. Santos, nutricionista e especialista em geriatria e gerontologia para falar sobre o assunto.
Aproximadamente 30% dos idosos sofrem pelo menos uma queda por ano, segundo o Ministério da Saúde. Entre as mortes por causas externas (não relacionadas à saúde), esse tipo de acidente é responsável por 24% dos óbitos nessa faixa etária.
Por isso, todo ano o Hospital do Servidor Público Estadual promove a Semana Mundial de Prevenção de Quedas. Participei de uma dessas no ano passado, e conseguimos organizar um material informativo de qualidade para distribuição. Nos estandes, atendemos diretamente muitos idosos e demos orientaçãoes sobre o uso de roupas impróprias (como as muito compridas), ambiente inadequado (como pisos lisos), e os comportamentos de risco (como subir em banquinhos).
Como sei que tem gente caindo a torto e a direito por aí, estou colocando aqui os folhetos com as orientações e os cartazes que fizemos para esse evento. Afinal, prevenir nunca é demais.
Muitos de vocês sabem como é desgastante cuidar de quem se ama, e ver dia-a-dia essa pessoa piorar e não saber ao certo o que fazer.
A angústia passa a fazer parte do dia-a-dia, como quando sentimos vontade de sair para nos divertir, quando não queremos trocar aquela fralda suja, quando sentimos vontade de comer aquela comidinha gostosa da mãe e ela não sabe mais prepará-la, ou quando perdemos a paciência e soltamos um xingo. Essa é a pior de todas as situações.
Mas cuidar de alguém não é fácil, e muitas vezes ficamos cansados, sim!
Para ilustrar um pouco esse estresse eu trouxe um vídeo. Acho que já deu para perceber que adoro vídeos, né? rs Espero que gostem!
Paciência para enfrentar as ruas esburacadas, a falta de rampas de acesso, os valores exorbitantes das cadeiras (por volta de dois mil reais uma nacional de qualidade média), a manutenção periódica (é gente, cadeira de rodas também precisa trocar pneu…), o restrito número de ônibus adaptados e a dificuldade em encontrar táxis que levem esse preciso objeto.
Além disso, ter uma cadeira de rodas segura e confortável é fundamental, pois do contrário quem a usa acaba adquirindo alguns problemas de saúde, como úlceras por pressão – machucados que surgem graças a compressão contínua da pele contra superfícies duras -, dor nas costas, nos ombros e nos braços.
Para tentar aliviar um pouco a vida de quem tem que enfrentar todos esses desafios, engenheiros, arquitetos, designers e muitos profissionais da saúde trabalham continuamente. Daqui a uma semana, em São Paulo, será possível conferir um pouco desse trabalho na Reatech (que oficialmente se chama Feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade).
Em todo território nacional encontramos serviços gratuitos de saúde mental que oferecem atendimento com equipe de reabilitação completa, com terapeutas ocupacionais, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros.
17/04/2011
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