Você já parou para pensar em como uma pessoa com deficiência visual usa o computador? Ou então como quem não movimenta as mãos faz para mexer o mouse e dar um “clique”? E você conseguiria ficar sem acessar internet, porque não consegue movimentar seu corpo?
Os sistemas operacionais vêm com programas de acessibilidade, mas poucas pessoas conhecem esses recursos. O Windows, por exemplo, traz consigo o teclado virtual e a lente de aumento. O primeiro abre na tela um teclado, como os que aparecem quando entramos em um site de banco, e o segundo permite aumentar o texto da tela em até 9 vezes. Para dar uma olhadinha é só ir em “Iniciar”, “Programas”, “Acessórios” e “Acessibilidade”.
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Paciência para enfrentar as ruas esburacadas, a falta de rampas de acesso, os valores exorbitantes das cadeiras (por volta de dois mil reais uma nacional de qualidade média), a manutenção periódica (é gente, cadeira de rodas também precisa trocar pneu…), o restrito número de ônibus adaptados e a dificuldade em encontrar táxis que levem esse preciso objeto.
Além disso, ter uma cadeira de rodas segura e confortável é fundamental, pois do contrário quem a usa acaba adquirindo alguns problemas de saúde, como úlceras por pressão – machucados que surgem graças a compressão contínua da pele contra superfícies duras -, dor nas costas, nos ombros e nos braços.
Para tentar aliviar um pouco a vida de quem tem que enfrentar todos esses desafios, engenheiros, arquitetos, designers e muitos profissionais da saúde trabalham continuamente. Daqui a uma semana, em São Paulo, será possível conferir um pouco desse trabalho na Reatech (que oficialmente se chama Feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade).
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30/03/2009
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