Diariamente, vemos propagandas de dentistas sugerindo o uso do fio dental.
Até aí as únicas coisas que impedem a maioria das pessoas de usar a pequena cordinha branca é a preguiça ou falta de dinheiro. Afinal, essas pessoas têm as duas mãos funcionando perfeitamente e podem usar o fio dental sem problemas, né?
Mas como fica quem só tem uma mão ou só movimenta uma delas? Alguém aí já pensou nisso?
Pra resolver esse problema, criaram um fio dental adaptado. Esse da foto é fio em uma ponta e palito na outra! rs
FULFARO, M. A. ; COSTA, K. B. . Nível de independência funcional e percepto-cognitiva de idosos com AVE. In: VII Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia, 2011, Santos – SP. Anais do VII Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia e VI Simpósio das Ligas de Geriatria e Gerontologia, 2011. Introdução: O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é um problema ocasionado pelo comprometimento do fluxo sanguíneo nos vasos cerebrais. É uma das doenças crônicas que mais interfere na capacidade funcional e autonomia das pessoas no Mundo. Sua incidência aumenta com a idade, dificultando o processo de reabilitação.
Método: Estudo retrospectivo baseado na revisão de prontuários de pacientes idosos atendidos entre o período de março de 2010 a fevereiro de 2011 em um Núcleo Integrado de Reabilitação. Com relação aos aspectos percepto-cognitivos, foram coletados dados referentes a orientação espacial, temporal, corporal e de lateralidade – questões fechadas de “sim” e “não” – e escore de cognição obtido no instrumento Medida de Independência Funcional (MIF). As informações relacionadas à independência funcional também foram colhidas da MIF. Foram adotados como critério os resultados referentes à data de início do tratamento.
Objetivo: Caracterizar os aspectos de capacidade funcional e percepto-cognitivos de um grupo de idosos com AVE atendidos em um Núcleo Integrado de Reabilitação.
FULFARO, M. A. . A religião como ferramenta para reabilitação cognitiva e produção de saúde. In: VII Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia, 2011, Santos – SP. Anais do VII Congresso Paulista de Geriatria e Gerontologia e VI Simpósio das Ligas de Geriatria e Gerontologia, 2011.
Introdução: Em idosos com déficit cognitivo a Terapia Ocupacional trabalha visando melhorar ou compensar perdas relacionadas ao desempenho nas atividades diárias, procurando manter a capacidade funcional pelo maior tempo possível. Para isso, pode utilizar como recurso exercícios, atividades cotidianas ou artísticas que tenham importância para o paciente.
Objetivo: Apresentar estudo de caso de um atendimento terapêutico ocupacional de idoso com sequela neurológica e déficit cognitivo, e mostrar como o uso de uma atividade significativa para o paciente pode ser determinante para o sucesso do tratamento e melhora da qualidade de vida.
Entusiasmada com a entrevista para o Guia do Estudante, resolvi gravar um vídeo com um tema que pode ajudar muita gente: como passar e amarrar o cadarço usando apenas uma mão.
Essa dica é muito útil para pessoas que sofreram um derrame, estão machucadas ou que simplesmente nasceram com um só braço.
Para fazer o filminho, fiz uma parceria com o Manual do Mundo, um site com vídeos que mostram dicas de todos os tipos. Lá os internautas podem aprender desde brincadeiras com palitos até a fazer uma fogueira com lente de aumento.
Contando um pouco sobre as fases de algumas doenças, passei a receber dúvidas sobre como cuidar em casa de idosos que estão acamados.
Sou terapeuta ocupacional e só posso responder às dúvidas sobre a minha área. Por isso resolvi criar uma seção nova aqui no blog, a de “entrevistas”. Assim posso trazer a contribuição de outros profissionais de saúde.
E claro, para fazer jus aos pedidos de vocês, ela vai ser inaugurada com um tema que deixa muita gente angustiada: alimentação do idoso acamado.
Para tirar as dúvidas sobre esse nebuloso tema convidei a Dra. Diana U. C. de O. Santos, nutricionista e especialista em geriatria e gerontologia para falar sobre o assunto.
A Terapia Ocupacional está caindo na boca do povo como se diz por aí. E quem assiste a novela das oito, Viver a Vida, sabe do que estou falando.
Desde que teve um acidente e ficou tetraplégica, Luciana, personagem interpretada por Alinne Moraes, tem recebido acompanhamento de vários profissionais de saúde, dentre eles uma terapeuta ocupacional.
Em um dos meus textos, escrevi que esses terapeutas são responsáveis por fazer com que as pessoas voltem – na medida do possível – a realizar suas atividades, como comer e tomar banho, sozinhas.
Aproximadamente 30% dos idosos sofrem pelo menos uma queda por ano, segundo o Ministério da Saúde. Entre as mortes por causas externas (não relacionadas à saúde), esse tipo de acidente é responsável por 24% dos óbitos nessa faixa etária.
Por isso, todo ano o Hospital do Servidor Público Estadual promove a Semana Mundial de Prevenção de Quedas. Participei de uma dessas no ano passado, e conseguimos organizar um material informativo de qualidade para distribuição. Nos estandes, atendemos diretamente muitos idosos e demos orientaçãoes sobre o uso de roupas impróprias (como as muito compridas), ambiente inadequado (como pisos lisos), e os comportamentos de risco (como subir em banquinhos).
Como sei que tem gente caindo a torto e a direito por aí, estou colocando aqui os folhetos com as orientações e os cartazes que fizemos para esse evento. Afinal, prevenir nunca é demais.
Muitos de vocês sabem como é desgastante cuidar de quem se ama, e ver dia-a-dia essa pessoa piorar e não saber ao certo o que fazer.
A angústia passa a fazer parte do dia-a-dia, como quando sentimos vontade de sair para nos divertir, quando não queremos trocar aquela fralda suja, quando sentimos vontade de comer aquela comidinha gostosa da mãe e ela não sabe mais prepará-la, ou quando perdemos a paciência e soltamos um xingo. Essa é a pior de todas as situações.
Mas cuidar de alguém não é fácil, e muitas vezes ficamos cansados, sim!
Para ilustrar um pouco esse estresse eu trouxe um vídeo. Acho que já deu para perceber que adoro vídeos, né? rs Espero que gostem!
Um trabalho importante que faço no Hospital do Servidor é ensinar meus pacientes a proteger suas articulações, e a economizar energia – essas são aliás, especialidades exclusivas dos terapeutas ocupacionais. E não tem nada a ver com ficar menos tempo no chuveiro, não. A energia que os pacientes precisam economizar é a energia do corpo, de articulações lesionadas, de músculos cansados.
Separei aqui três exemplos que fazem parte do dia-a-dia de quase todo mundo. São esforços desnecessários e perigosos ao nosso corpo. Felizmente, corrigi-los é muito fácil. Veja só:
Maçanetas
As maçanetas redondas costumam exigir um grande esforço dos dedos em uma posição nada confortável. A energia usada ali pode ser economizada se for usada uma fechadura comprida, que é mais fácil de abrir.
Torneiras
Problema semelhante ocorre com as torneiras de misturador (aquela parte que a gente gira) redondo. Se alguém fechar a torneira com muita força, coitadas das articulações de quem for tentar abrir! O problema se resolve trocando o misturador por um comprido ou em formato de cruz.
Roupa torcida
Torcer roupa pode ser uma atividade perigosa para quem tem algum problema nas mãos ou nos braços, como artrite reumatóide ou tendinite. E quem não tem problemas, quando torce a roupa com muita força, é um forte candidato a vir a ter. Minha dica é que a roupa seja presa na torneira e depois torcida. Isso reduz muito o esforço, economiza energia.
Em todo território nacional encontramos serviços gratuitos de saúde mental que oferecem atendimento com equipe de reabilitação completa, com terapeutas ocupacionais, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros.
20/01/2012
12 comentários