Acabei de ver um vídeo sobre bullying muito sensível. Fiquei arrepiada!
Enquanto assistia, um filme sobre os tempos da escola passou pela minha cabeça. Lembrei das meninas que, como eu, eram excluídas por serem magras demais e dos meninos que não gostavam de jogar bola.
Todo mundo fala que é contra preconceito, bullying e toda atitude que restringe a liberdade de ser e de ir e vir do próximo. Contudo, desconfio do quanto lá no fundo cada um é realmente sincero e luta contra isso tudo.
(Texto publicado originalmente no Jornal do Marapé, de Santos)
A depressão é uma doença muito popular. A extrema tristeza, a vontade de passar os dias na cama e o desejo de morrer são bem conhecidos.
Além disso, com o uso de remédios a pessoa, pelo menos no início, pode se sentir sem personalidade, como se fosse outra. Simplesmente não se reconhecendo.
Tenho certeza que muitos de vocês já ouviram falar nisso tudo, mas será que já prestaram atenção em como reagem quando alguém conta que já teve depressão?
Conseguir atendimento gratuito de saúde com qualidade está se tornando cada vez mais difícil. Nem todos os hospitais públicos conseguem manter a qualidade das consultas, e os particulares nem sempre têm valores acessíveis a todos.
Algumas pessoas podem pagar por profissionais e exames, outras pagam um convênio – que cobre ao menos os atendimentos básicos. Mas a grande maioria da população depende do SUS, que vem sofrendo com os limitados recursos físicos, com a falta de profissionais e de materiais.
Encontrar vaga para atendimento de problemas da chamada “saúde mental”, que inclui depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia, é uma verdadeira peregrinação.
Muitos de vocês sabem como é desgastante cuidar de quem se ama, e ver dia-a-dia essa pessoa piorar e não saber ao certo o que fazer.
A angústia passa a fazer parte do dia-a-dia, como quando sentimos vontade de sair para nos divertir, quando não queremos trocar aquela fralda suja, quando sentimos vontade de comer aquela comidinha gostosa da mãe e ela não sabe mais prepará-la, ou quando perdemos a paciência e soltamos um xingo. Essa é a pior de todas as situações.
Mas cuidar de alguém não é fácil, e muitas vezes ficamos cansados, sim!
Para ilustrar um pouco esse estresse eu trouxe um vídeo. Acho que já deu para perceber que adoro vídeos, né? rs Espero que gostem!
Depois de 23 anos vivendo trancafiada em um hospício, de ter levado alguns eletrochoques e tomado muita medicação, Jurema foi libertada e seguiu direto para a casa de seu irmão, em Santo André.
Aos 19 anos, com depressão, ela havia internado em um hospital psiquiátrico. Quando a encontrei pela primeira vez, devido à sua aparência, eu jurava de pés juntos que ela tinha pelo menos 50 anos – estava, na realidade, com 43.
Após muito tempo de internação – e do pacote básico de tratamento que descrevi acima – é comum a pessoa não conseguir realizar tarefas simples como escovar os dentes, pentear os cabelos, tomar banho e até mesmo falar. Quando isso acontece dizemos, utilizando os jargões da Terapia Ocupacional, que essa pessoa “perdeu a independência”.
Em todo território nacional encontramos serviços gratuitos de saúde mental que oferecem atendimento com equipe de reabilitação completa, com terapeutas ocupacionais, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros.
24/11/2011
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