Pela terceira vez seguida a equipe de serviço social tentava entrar em contato com a família de dona Mitiko. Com 66 anos, ela estava só, abandonada no leito do hospital e dependendo de pessoas estranhas para comer e trocar suas fraldas.
Seu marido era alcoólatra, o filho mais velho tinha esquizofrenia e era viciado em drogas. O caçula, seu preferido, tinha ido embora para tentar a sorte no Japão.
Havia três anos que ela estava morando em uma casa de repouso, sozinha e sem visitas, com exceção das anuais aparições do filho mais novo em suas vindas ao Brasil. As contas de sua estadia eram pagas pelo Estado, e o dinheiro de sua aposentadoria era dividido entre o marido e seu primogênito.




03/06/2009
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